Padre é afastado depois de abençoar união homoafetiva na região

Diocese de Assis (SP) divulgou um documento informando a decisão nesta quinta-feira (12); casamento entre dois homens foi celebrado no último sábado (7).
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O padre Vicente Paula Gomes foi afastado de suas funções na igreja católica, nesta quinta-feira (12), depois de abençoar um casamento entre dois homens, no último sábado (7), em uma chácara de Assis (SP) (72 km de Ourinhos).

Segundo o documento divulgado pela Diocese, o decreto de medida cautelar foi baseado no Código Canônico e considera “acusações graves” implicando o cânone. O registro foi assinado pelo Dom Argemiro de Azevedo, bispo diocesano de Assis.

Diocese de Assis divulgou um documento comunicando o afastamento do padre nesta quinta-feira (12) — Foto: Diocese de Assis/Reprodução


Durante a cerimônia, o padre defendeu o direito de o casal ser considerado uma família e abençoou a união entre os dois homens.

“Achamos que lar basta ter um homem e uma mulher. Família não é só isso. Nuclear uma família significa criar condições para uma vida digna. Por isso, é com alegria que estou aqui”, disse o padre durante a cerimônia.

O padre também admitiu que estava nervoso em celebrar o casamento, já que era a primeira vez que ele dava a bênção para um casal homoafetivo.

"Já estou até pensando no que o Dom Argemiro vai falar segunda-feira, mas a bênção não me diminui, nem vai diminuir a igreja, nem vocês”, garantiu o padre.

O documento da Diocese diz que o padre ficará suspenso até o fim dos procedimentos que avaliam a postura dele dentro dos preceitos da igreja. 

 

Outro caso na região

Na região de Bauru (SP), outro padre também foi punido por defender a união entre homossexuais — Foto: Arquivo Pessoal / Fábio Fornaroli

 

Na região de Bauru (SP), outro padre também foi punido por defender a união entre homossexuais. O Padre Roberto Francisco Daniel, conhecido como Padre Beto, foi excomungado pela Diocese em 2013, depois da divulgação de vídeos na internet nos quais o padre defendia temas polêmicos, como a união entre homossexuais, fidelidade e necessidade de mudanças na estrutura da instituição.

Em 2018, o caso do Padre Beto foi para análise do Supremo Tribunal Federal, que questionou a forma como foi excomungado pela Igreja Católica. Atualmente, o padre fundou uma igreja própria, onde continua celebrando casamentos homoafetivos.

Informações G1

 

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