Padre é investigado por suposto golpe financeiro após denúncia de prejuízo em sociedade rural

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O padre João José Bezerra, que já é investigado por uma suposta agressão contra uma mulher durante um alegado exorcismo em uma igreja de São Manuel (SP), em agosto de 2025, passou a ser alvo de uma nova investigação da Polícia Civil. Desta vez, o caso envolve uma possível fraude financeira relacionada a uma sociedade rural em Cerqueira César (SP). As informações são do g1.

Segundo informações confirmadas pela Polícia Civil ao g1 nesta quinta-feira (27), o inquérito foi instaurado após uma mulher, de 51 anos, denunciar um possível prejuízo financeiro envolvendo um grupo informal voltado à criação de gado e outras atividades rurais.

De acordo com o registro policial, a mulher mantinha uma parceria rural com João José e outro homem. Ela afirma ter realizado empréstimos bancários, transferências via Pix, assinado cheques e contratado financiamentos para custear despesas da atividade.

Ainda segundo o relato, os valores teriam sido repassados ao padre sob a promessa de ressarcimento. A mulher também teria arcado com despesas relacionadas a um contrato de arrendamento e à compra de insumos agrícolas. Como os compromissos foram assumidos em seu nome, ela afirma ter acumulado um grande prejuízo.

A Polícia Civil informou que a investigação está em fase inicial e, por isso, o valor total do suposto prejuízo ainda não foi calculado.

Investigação por suposta agressão
João José Bezerra também é investigado desde agosto do ano passado após uma mulher denunciar que teria sido agredida durante uma celebração religiosa na Paróquia Nossa Senhora Consolata, em São Manuel.

Segundo o boletim de ocorrência, durante a missa, o padre teria se apresentado aos fiéis como "exorcista". Em determinado momento da celebração, a mulher teria entrado em um estado de inconsciência, conforme registrado pela ocorrência.

Ainda de acordo com o relato apresentado à polícia, o padre teria dado tapas na vítima, puxado seus cabelos e a arremessado contra um banco da igreja. A mulher afirmou que pediu para que ele parasse, mas a situação só teria sido interrompida após outras pessoas intervirem.

Ela foi encaminhada à Santa Casa de São Manuel, onde foram registrados hematomas no rosto, couro cabeludo e ombros.

Na época, a Arquidiocese de Botucatu informou que ofereceu auxílio para as despesas médicas da vítima e abriu um procedimento interno para apurar o caso. João José foi afastado do uso de ordem.

A Arquidiocese também declarou que não possui sacerdote designado como exorcista e que, de acordo com as normas da Igreja Católica, essa função depende de autorização expressa do bispo diocesano.

A reportagem procurou novamente a Arquidiocese de Botucatu para saber a situação atual do padre e suas atividades dentro da Igreja Católica. Até a publicação, não havia recebido retorno.

Os dois casos seguem sob investigação das autoridades. As denúncias ainda não representam condenação, e caberá à Polícia Civil apurar os fatos e reunir as provas necessárias.
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