Nadiro da Silva de Souza, suspeito de assassinar sua própria filha de 4 anos, foi preso na manhã desta quinta-feira, 25, na região de Terra Rica, no noroeste do Paraná (380 km de Ourinhos), após se entregar às autoridades policiais. Segundo informações preliminares da Polícia Civil, o suspeito compareceu à delegacia acompanhado de seu advogado. Nas próximas horas, Nadiro deverá prestar depoimento.
A tragédia teve início quando a menina desapareceu na sexta-feira (dia 12) em Terra Rica, após uma visita ao pai, que se recusou a devolvê-la à mãe. Seu corpo foi encontrado no sábado (13) dentro do Rio do Corvo, afluente do Rio Paranapanema, apresentando sinais de asfixia.
Beatriz Silva Félix, mãe da criança, revelou que além de enviar mensagens de texto, Nadiro enviou áudios da menina chorando e gritando. O suspeito estava desaparecido desde o dia 12 de maio, quando a polícia e o Corpo de Bombeiros iniciaram as buscas.
O delegado Samuel Souto Ribeiro, responsável pelo caso, acredita que o crime tenha sido motivado pela recusa do suspeito em aceitar o término do relacionamento com Beatriz, assim como o fato de ela possuir a guarda da criança.
Emocionada, a mãe relatou que nunca imaginou que algo assim pudesse acontecer com sua filha. No Dia das Mães, Beatriz expressou sua profunda dor, destacando a insuportável tristeza de saber que nunca mais verá sua filha. Ela descreveu a menina como um anjo, sem maldade alguma, amada por todos ao seu redor.
A data do aniversário de Maria Cecília, que completou 4 anos no dia 7, coincidiu com o trágico acontecimento. A mãe e a filha planejavam comemorar juntas. Beatriz revelou que já havia preparado tudo para a festa e que a criança estava animada, convidando os colegas da creche para a celebração.

Beatriz informou que pouco antes de entregar Maria Cecília ao pai, a menina estava feliz em vê-lo. O casal havia estado junto por aproximadamente quatro anos, mas estava separado há pelo menos dois anos. A mãe relatou que Nadiro tornou-se violento após ela engravidar, o que levou ao término do relacionamento.
Segundo a polícia, Beatriz tinha a guarda da criança. No entanto, no início do mês, o pai obteve um acordo judicial para passar as tardes de folga com a filha. Essa seria a segunda vez que ele visitaria a menina de acordo com as medidas judiciais estabelecidas.
Com informações do site g1
Todo o conteúdo publicado no site, incluindo textos, fotografias, vídeos, artes, logotipos e demais materiais jornalísticos, é protegido pela Lei de Direitos Autorais (Lei Federal nº 9.610/98).
É expressamente proibida a reprodução, cópia, distribuição, retransmissão ou utilização total ou parcial de qualquer conteúdo deste portal sem autorização prévia e formal do site Passando a Régua.
A utilização indevida de material protegido poderá resultar em responsabilização civil e criminal, conforme previsto na legislação brasileira.
O compartilhamento de links das matérias é permitido, desde que preservada a autoria e a integridade do conteúdo.



