Pedreiro é preso após invadir ferro-velho e furtar 15 peças de motores de carros em Ourinhos

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Um pedreiro de 51 anos, identificado como Ademar dos S., foi preso em flagrante pela Polícia Militar na tarde desta segunda-feira, 12 de outubro, acusado de furtar 15 peças de alumínio utilizadas como suportes de motores automotivos de um ferro-velho localizado no Jardim Josefina, em Ourinhos (SP).

O crime aconteceu no estabelecimento Ferro-Velho Real, situado na Rua Professor Francisco Dias Negrão, nº 1078. A Polícia Militar foi acionada pelo Centro de Operações da Polícia Militar (COPOM), por meio do telefone 190, após uma testemunha perceber a movimentação suspeita.

De acordo com o boletim de ocorrência, os policiais chegaram ao local e conversaram com A., morador de um imóvel vizinho ao ferro-velho.

Ele contou que havia chegado à sua residência quando percebeu que sua cachorra latia insistentemente em direção à divisa dos terrenos. Ao verificar o que estava acontecendo, avistou um homem que havia pulado uma estrutura formada por pneus empilhados, utilizada como separação entre os imóveis.

A testemunha chegou a conversar com o indivíduo e o advertiu para que não retirasse objetos do estabelecimento. Mesmo assim, segundo seu relato, o homem deixou o local carregando uma sacola plástica preta.

Polícia encontrou suspeito a 200 metros do ferro-velho
Após receber as características do suspeito, que vestia camiseta branca, bermuda azul e boné, a Polícia Militar iniciou buscas pelas ruas próximas.

O homem foi localizado na Rua Vicentino Adolpho Campeão, nas proximidades do número 113, a aproximadamente 200 metros do ferro-velho.

Durante a abordagem, os policiais não encontraram objetos ilícitos nas roupas do suspeito. Entretanto, ao verificarem a sacola preta que ele carregava, localizaram diversas peças de alumínio, incluindo suportes de motores de veículos.

Diante das circunstâncias, os policiais deram voz de prisão ao pedreiro e o conduziram à Central de Polícia Judiciária de Ourinhos.

Segundo o registro, foi necessário o uso de algemas devido ao receio de fuga e para preservar a segurança dos envolvidos.

Suspeito confessou o furto e disse que entrou pelo terreno vizinho
Em depoimento à Polícia Civil, Ademar admitiu ter entrado no Ferro-Velho Real e retirado as peças de alumínio.

Ele afirmou, porém, que não precisou arrombar portas ou portões para acessar o estabelecimento.

Segundo sua versão, primeiro entrou no imóvel vizinho por um portão que estava aberto e, posteriormente, subiu na estrutura de pneus empilhados para alcançar o interior do ferro-velho.

O pedreiro também confirmou que saiu carregando os objetos em uma sacola e que foi abordado pela Polícia Militar pouco depois, sem oferecer resistência.

A forma de acesso ao estabelecimento é um dos pontos analisados pela Polícia Civil, já que a entrada mediante escalada pode caracterizar uma modalidade qualificada do crime de furto.

Homem afirmou que pratica furtos para sustentar dependência química
Outro ponto registrado no interrogatório foi a declaração do suspeito sobre o motivo dos furtos.

Ademar afirmou que pratica furtos para sustentar seu vício em drogas e manifestou interesse em receber ajuda para enfrentar a dependência química.

Segundo o boletim de ocorrência, ele chegou a declarar que gostaria de ser internado para tratamento.

A informação foi registrada pela autoridade policial durante o interrogatório. Não há, no documento, confirmação de encaminhamento para tratamento.

Proprietário reconheceu as 15 peças e recuperou os objetos
O proprietário do Ferro-Velho Real, Lucas, compareceu espontaneamente ao Plantão Policial depois de tomar conhecimento da ocorrência.

Na delegacia, ele reconheceu os 15 suportes de motores automotivos recuperados pela Polícia Militar como pertencentes ao seu estabelecimento.

Os materiais foram formalmente apreendidos e, posteriormente, devolvidos ao proprietário mediante documentação policial.

Fotografias das peças foram anexadas ao boletim de ocorrência.
Polícia Civil determinou prisão em flagrante por furto qualificado
Após analisar as informações apresentadas pelos policiais militares, o depoimento da testemunha, o reconhecimento dos objetos e a confissão do suspeito, a autoridade policial decidiu pela prisão em flagrante de Ademar.

O caso foi enquadrado, inicialmente, como furto qualificado pela escalada, previsto no artigo 155, parágrafo 4º, inciso II, do Código Penal.

A qualificadora foi considerada porque, segundo os elementos reunidos, o homem teria transposto a estrutura de pneus empilhados para entrar no estabelecimento.

A Polícia Civil também requisitou perícia no local para verificar as condições de acesso ao imóvel e confirmar a possível escalada.

O delegado responsável deixou de arbitrar fiança na esfera policial, considerando que a pena máxima prevista para o crime investigado ultrapassa quatro anos de reclusão.

Foi solicitada ainda a realização de exame de corpo de delito cautelar no Instituto Médico Legal (IML).

Ademar permaneceu à disposição da Justiça, aguardando audiência de custódia, na qual seriam avaliadas as condições legais de sua prisão.

A investigação deverá prosseguir para esclarecer todos os detalhes da ocorrência e confirmar a classificação jurídica do crime.
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