O Instituto de Criminalística concluiu a perícia no caso do trágico atropelamento de quatro crianças em Londrina, no norte do Paraná, ocorrido em meados de setembro. O chefe do instituto, Luciano Bucharles, afirmou que a investigação aponta que o motorista da Kombi envolvida no acidente, um homem de 73 anos, alegou que o sol "cegou" sua visão, o que resultou na tragédia.
Segundo o relatório do Instituto de Criminalística, o motorista alegou que, naquele momento, ele não viu as crianças nem a curva da estrada, o que o levou a seguir reto. O sistema de freios do veículo não foi acionado, já que o motorista sequer enxergou as crianças ou a curva da estrada. A investigação realizou fotografias do local no mesmo horário do acidente, demonstrando a falta de visibilidade devido ao sol.

istrito de São Luis, em Londrina. Lugar onde houve o atropelamento das crianças — Foto: Vanessa Navarro/RPC
O acidente aconteceu no dia 14 de setembro, no distrito de São Luiz, antes das 18h. As crianças, que voltavam da escola, caminhavam em um trecho da PR-538 sem acostamento ou calçadas para pedestres. No local, a velocidade máxima permitida é de 40 km/h, mas não foi possível calcular a velocidade exata do veículo no momento do acidente.
O laudo pericial foi encaminhado à Polícia Civil e fará parte do inquérito em curso. O motorista alegou que sua visão foi prejudicada pelo sol e que ele pretendia buscar atendimento médico naquele dia, pois estava passando por tratamento de hemodiálise.
A defesa do motorista argumenta que o acidente não foi intencional e que ele estava em busca de cuidados médicos. O Ministério Público do Paraná (MP-PR) considera o caso como homicídio culposo no trânsito, indicando que não houve intenção de matar. Inicialmente, a polícia havia sugerido a possibilidade de dolo eventual, mas essa hipótese foi descartada posteriormente. O motorista foi preso no dia do acidente, mas foi liberado após audiência de custódia.
As vítimas fatais do acidente foram:
- Kelly Gonçalves Maximo da Silva, de 6 anos;
- Kemelly Gonçalves da Silva, de 10 anos;
- Adrian Moraes Bueno, de 7 anos;
- e Vinicius Moraes Bueno, de 7 anos;
Dois adolescentes, irmãos dos gêmeos, também foram atropelados, mas sobreviveram. O cortejo do sepultamento das vítimas contou com a presença de cerca de 300 pessoas, em meio a grande comoção.





