A Petrobras enfrentou uma queda significativa em seu valor de mercado na segunda-feira, 23, perdendo R$ 32,3 bilhões, após o anúncio da empresa de que pretende enviar propostas aos acionistas visando reformar seu estatuto social. O objetivo principal da reforma é eliminar restrições para a nomeação de administradores, consideradas inconstitucionais pelo Supremo Tribunal Federal (STF) após uma decisão do ex-ministro Ricardo Lewandowski.
Além disso, a Petrobras aprovou a criação de uma reserva de remuneração de capital, cujo valor ainda não foi definido, destinada a garantir recursos para o pagamento de dividendos, recompra de ações, absorção de prejuízos e incorporação ao capital social.
Os efeitos desse anúncio foram refletidos nas ações da Petrobras, com as preferenciais caindo 6,61% para R$ 35,35, e as ordinárias desvalorizando 6,03%, chegando a R$ 38,35. No entanto, ao longo do ano, as ações preferenciais acumularam uma valorização de 78%, enquanto as ordinárias subiram 65,3% desde janeiro, à medida que os investidores reduziram preocupações após a mudança na direção da empresa.
Na semana anterior ao anúncio, a Petrobras alcançou seu maior valor de mercado na história, atingindo a marca de R$ 525 bilhões, impulsionada pelo aumento nos preços do petróleo e pelos reajustes nos preços dos combustíveis.
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