PM ligou para o pai após matar mulher e sogro em Piraju; os três morreram

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O Policial Militar Leonardo da Silva, de 25 anos, autor do ataque que matou, na manhã desta sexta-feira, 21, a esposa Camila dos Santos Silva, de 34 anos, e o sogro Paulo Sérgio da Silva, o “Paulo Açougueiro”, de 65 anos, em Piraju (SP), ligou para o pai logo após o crime para dizer que “havia acontecido uma tragédia”. A informação consta no boletim de ocorrência obtido pelo g1 e dá destaque ao último contato do agressor antes de ser morto por policiais.

Segundo o documento, o pai de Leonardo relatou que o filho telefonou por volta das 7h, enquanto ele seguia para um sítio. Na noite anterior, o pai havia entregado à corporação a arma e a munição do policial, recolhidas após um registro de ocorrência envolvendo Leonardo em São Paulo. A Secretaria de Segurança Pública informou que o armamento foi retirado por causa deste registro, mas não detalhou o motivo.

O ataque ocorreu no bairro Nova América. Quando a PM chegou, flagrou Leonardo esfaqueando a esposa. Paulo Sérgio já estava ferido no chão. Para impedir que o agressor também atacasse a sogra, os policiais atiraram contra ele. Leonardo, Camila e Paulo Sérgio foram socorridos ao Hospital de Piraju, mas não resistiram.

Os corpos foram encaminhados ao IML de Avaré. O velório de Camila, Paulo Sérgio acontecerá na Câmara Municipal, e o sepultamento está marcado para às 9h deste sábado (22), no Cemitério Municipal de Piraju. Já Leonardo será velado e sepultado no Velório e Cemitério Municipal de Piraju. 




O caso foi registrado como violação de domicílio, feminicídio e homicídio, e é investigado pela Polícia Civil.

Homenagem da OAB
A morte de Camila, advogada e presidente da Comissão da Mulher Advogada da OAB de Piraju, gerou grande comoção. O presidente da subseção, Marcos Tonon, lamentou profundamente o crime e destacou sua atuação exemplar.

“Camila exercia a presidência da Comissão da Mulher Advogada com extrema dedicação, liderando ações e eventos em prol da advocacia local”, afirmou. Tonon ressaltou também sua participação constante na defesa dos direitos das mulheres e no enfrentamento à violência doméstica.

“Lamentavelmente, ela soma-se às vítimas do feminicídio, crime que cresce de forma alarmante no país”, completou.