Uma grande polêmica abalou a cidade de Bauru (SP) (133 km de Ourinhos), após uma mãe registrar um boletim de ocorrência por assédio sexual contra o diretor da Escola Estadual Stela Machado. A denúncia surgiu após a mãe encontrar mensagens enviadas pelo diretor ao seu filho de 13 anos. As informações são do site g1.
De acordo com o boletim de ocorrência, registrado em 11 de maio, a mãe do aluno revelou ter encontrado mensagens inapropriadas na rede social do filho. Nas mensagens, o diretor da escola teria feito comentários considerados inadequados em relação ao estudante do 9º ano. Entre as mensagens, havia repetição do termo "te amo" e comentários como "saudades" e "segunda vou ver vocês", conforme consta no registro policial.

Ao ser questionado pela mãe sobre as mensagens, o filho relatou que o diretor costumava agir dessa forma, cumprimentando todos os alunos e dizendo que os amava da mesma maneira. A mãe, que preferiu não se identificar, expressou sua preocupação com essa conduta, afirmando que considera falar "eu te amo" algo muito forte e que não deveria existir entre um diretor e um aluno. Para ela, há uma clara distinção de papéis entre diretor e aluno na relação escolar.
Após a denúncia, outras mães também relataram ter presenciado comportamentos questionáveis do diretor em relação aos alunos. Uma delas mencionou um caso semelhante envolvendo seu próprio filho, porém, optou por excluir o diretor das redes sociais do filho, sem buscar mais informações junto à escola.
O site entrou em contato com a Secretaria da Educação do Estado de São Paulo (Seduc-SP) em busca de comentários sobre o caso. Em nota, a pasta afirmou repudiar qualquer forma de assédio dentro ou fora do ambiente escolar e informou que está investigando a conduta da gestão escolar. A Seduc-SP ressaltou que, se comprovada a conduta inadequada, o diretor poderá sofrer sanções administrativas. No momento, a escola está prestando todo o suporte ao aluno afetado, e a Diretoria de Ensino de Bauru está colaborando com a polícia nas investigações.
A Polícia Civil está investigando o caso, que foi registrado como assédio sexual. A comunidade escolar espera que a investigação seja conduzida de forma eficiente, garantindo a proteção e a segurança dos alunos.






