Polícia Civil conclui inquérito sobre morte após furto de pinga e mantém comerciante preso em Assis

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 A Polícia Civil do Estado de São Paulo concluiu nesta quarta-feira (4) as investigações sobre a morte de um homem de 39 anos espancado após o suposto furto de uma garrafa de pinga avaliada em R$ 4,50, em Assis.

O caso ocorreu na noite de 24 de fevereiro, no bairro Parque das Colinas. A vítima, identificada como Samuel da Silva, teria subtraído um “corote” de um pequeno mercado. Imagens de câmeras de segurança mostram o momento em que ele coloca o produto sob a camisa. O comerciante, proprietário do estabelecimento, teria percebido a ação e iniciado as agressões com socos e chutes, inclusive do lado de fora do local.

Samuel chegou a ser socorrido, mas não resistiu aos ferimentos. Laudo do Instituto Médico Legal apontou que a causa da morte foi traumatismo cranioencefálico decorrente de agressões e múltiplos impactos na região da cabeça.

As investigações foram conduzidas pela Delegacia de Investigações Gerais (DIG) e pela Delegacia de Investigações Sobre Entorpecentes (DISE). O comerciante, de 51 anos, foi preso no dia seguinte ao crime (25/02), após mandado de prisão temporária expedido pela Justiça. Interrogado, ele confessou as agressões, mas afirmou que não teve intenção de matar.

Segundo a conclusão do inquérito, ao desferir repetidos golpes na cabeça da vítima, o investigado assumiu o risco de provocar a morte. A Polícia Civil entendeu pela incidência de qualificadora em razão da desproporcionalidade entre a violência empregada e a motivação — o suposto furto de objeto de valor insignificante.

Durante a apuração, foi constatado ainda que a vítima tinha saúde fragilizada e não possuía antecedentes por furtos ou roubos. O comerciante foi formalmente indiciado e permanece preso cautelarmente. O caso agora será analisado pelo Ministério Público e pelo Poder Judiciário.

Segunda prisão por homicídio
Também na quarta-feira (25), a Polícia Civil realizou outra prisão relacionada a homicídio em Assis, com apoio da Polícia Militar do Estado de São Paulo. O suspeito é apontado como executor de um assassinato ocorrido em dezembro de 2024, no Jardim Paraná.

De acordo com as investigações, o crime teria sido motivado por disputa por pontos de venda de drogas. Após o homicídio, o grupo criminoso teria assumido o controle do tráfico na região, estruturando a comercialização de entorpecentes com divisão de funções e sistema de entregas.

As autoridades destacaram que as prisões representam avanço no combate a crimes contra a vida e ao tráfico de drogas no município.
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