Polícia Civil prende investigado e cumpre mandados durante operação sobre desaparecimento de jovem em Ourinhos

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A Polícia Civil de Ourinhos realizou, na manhã desta terça-feira (21), uma operação que pode representar um importante avanço nas investigações sobre o desaparecimento de Gabriély Mikaély Gomes Oliveira, de 21 anos, vista pela última vez em junho deste ano. Durante a ação, foi cumprido um mandado de prisão temporária contra um dos investigados, além de mandados de busca e apreensão em imóveis localizados nos municípios de Ourinhos e Chavantes.

Em nota oficial divulgada à imprensa, a Polícia Civil informou que equipes da Delegacia de Investigações Gerais (DIG) de Ourinhos, com apoio de policiais da Delegacia Seccional, cumpriram as ordens judiciais expedidas pela Justiça no âmbito da investigação que apura o desaparecimento da jovem. Durante a operação foram apreendidos aparelhos celulares e outros materiais considerados relevantes para o esclarecimento dos fatos. Também foi realizada perícia técnica em um dos imóveis, onde foram coletados vestígios que passarão por análise.

Um dos investigados, que possuía mandado de prisão temporária expedido pela 1ª Vara Criminal da Comarca de Ourinhos, foi localizado e preso, sendo encaminhado à Central de Polícia Judiciária, onde permanece à disposição da Justiça, aguardando audiência de custódia.

Ainda durante o cumprimento dos mandados, os policiais encontraram pequenas porções de entorpecentes e objetos relacionados ao possível fracionamento e comercialização de drogas em dois dos endereços vistoriados. O material foi encaminhado à Delegacia de Investigações Sobre Entorpecentes (DISE) de Ourinhos, sendo lavrado um procedimento por tráfico de drogas.

A Polícia Civil ressaltou que o inquérito segue sob sigilo e que as investigações continuam com a análise dos materiais apreendidos e a realização de novas diligências para esclarecer completamente o caso.

Desaparecimento
Gabriély Mikaély Gomes Oliveira está desaparecida desde o início de junho. Conforme o boletim de ocorrência registrado pela mãe da jovem, Rosana, ela vivia em situação de vulnerabilidade social e era usuária de crack. Segundo o relato, Gabriély teria permanecido por alguns dias na casa de um homem na cidade de Canitar e, posteriormente, foi deixada em Ourinhos, nas proximidades do estabelecimento Carrecar, na manhã do dia 9 de junho. Depois disso, não foi mais vista.

A mãe também informou à polícia que recebeu relatos de que a filha estaria sendo ameaçada de morte e que teria sido orientada a deixar Ourinhos. Além disso, chegaram informações não confirmadas de que Gabriély poderia ter sido agredida e lançada no Rio Pardo, versão que motivou buscas realizadas
pelo Corpo de Bombeiros e pela Polícia Civil, sem sucesso.

Em depoimento prestado durante a investigação, o homem que hospedou Gabriély em Canitar afirmou que a conheceu poucos dias antes do desaparecimento, que ela permaneceu em sua residência por alguns dias e que, na manhã de 9 de junho, a levou até Ourinhos, deixando-a nas proximidades da antiga Retífica Ferreira. Segundo ele, a jovem seguia a pé em direção ao bairro Vila Brasil, carregando sacolas com pertences. O depoente negou qualquer envolvimento no desaparecimento.

Corpo encontrado em Salto Grande
As investigações também apuram a possibilidade de ligação entre o desaparecimento e um
corpo encontrado no dia 9 de julho no Rio Paranapanema, em Salto Grande (SP). O cadáver, localizado em avançado estado de decomposição, foi posteriormente identificado como sendo de uma mulher, mas sua identidade ainda não pôde ser confirmada.

Segundo o delegado da DIG de Ourinhos, nenhuma hipótese foi descartada, incluindo a possibilidade de o corpo ser de Gabriély. A confirmação dependerá do resultado de exame de DNA, que ainda está em andamento. Até que haja identificação oficial, a Polícia Civil reforça que não é possível afirmar que o corpo encontrado pertença à jovem desaparecida.
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