Polícia Civil prende suspeito de roubo milionário investigado pela DIG de Ourinhos

Operação cumpriu mandados em Embu das Artes; Justiça também determinou bloqueio de até R$ 564 mil nas contas dos investigados.
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A Polícia Civil, por meio da Delegacia de Investigações Gerais (DIG) de Ourinhos, prendeu na manhã desta quinta-feira, 10, um dos suspeitos de integrar um grupo criminoso investigado por um roubo de grande vulto ocorrido na região. A prisão aconteceu durante uma operação realizada em Embu das Artes, na Grande São Paulo.

A ação é resultado do avanço das investigações conduzidas pela DIG. No último dia 8 de setembro, o Juízo das Garantias da 3ª Região Administrativa Judiciária autorizou mandados de busca e apreensão em endereços localizados em Embu das Artes, Taboão da Serra e Rancharia, além de decretar a prisão temporária de três investigados pelo prazo de 30 dias.

Segundo a Polícia Civil, a investigação reuniu elementos a partir da análise de câmeras de segurança, sistemas de monitoramento e dados telemáticos. O trabalho permitiu identificar possíveis participantes da ação criminosa e embasou o pedido das medidas cautelares à Justiça.

Durante o cumprimento das ordens judiciais, policiais civis da DIG de Ourinhos localizaram e prenderam um dos investigados apontados como integrante da associação criminosa. Também foram realizadas buscas no imóvel para localizar objetos, documentos e equipamentos eletrônicos que possam contribuir para o esclarecimento do caso.

A Justiça autorizou ainda a análise dos dados armazenados nos aparelhos eletrônicos eventualmente apreendidos, incluindo mensagens, e-mails, imagens e outros arquivos considerados relevantes para a investigação.

Justiça bloqueia até R$ 564 mil
Além das prisões e buscas, a Justiça determinou o bloqueio de valores e contas bancárias dos investigados até o limite de R$ 564.240, quantia correspondente ao prejuízo material apurado até o momento. A medida busca resguardar recursos para uma eventual reparação dos danos causados às vítimas.

As diligências continuam para o cumprimento das demais ordens judiciais e para identificar todos os envolvidos no esquema. A Polícia Civil informou que mantém equipes em campo e que novas informações poderão ser divulgadas conforme o avanço das investigações, desde que não prejudiquem o trabalho policial.

Família de empresários foi feita refém em Ourinhos
Entre os crimes investigados está o violento roubo
registrado na manhã de 31 de maio, em uma residência na Rua Sete de Setembro, no Jardim Paulista, em Ourinhos.

Na ocasião, uma família de empresários foi surpreendida por criminosos encapuzados e armados. Pelo menos três homens entraram na residência, enquanto as investigações apontaram a participação de ao menos um quarto integrante, que teria auxiliado na fuga e no transporte dos objetos roubados.
O proprietário da casa, de 63 anos, tomava café da manhã quando foi rendido. Ele teve os pulsos amarrados com abraçadeiras plásticas e foi ameaçado com armas de fogo. A esposa, de 57 anos, também foi rendida e chegou a passar mal e desmaiar durante o assalto.

Os criminosos permaneceram no imóvel enquanto procuravam dinheiro, joias e outros bens. Um pequeno cofre foi localizado e diversos objetos foram levados.

Entre os itens relacionados no boletim de ocorrência estão relógios de bolso, dois relógios Rolex, joias e alianças de ouro, brincos e anéis com brilhantes, uma pulseira de Nossa Senhora das Graças, entre 15 e 20 óculos de sol de diferentes marcas, um iPhone 14, dinheiro, um canivete e armas antigas pertencentes à coleção da vítima.

Antes de fugir, os criminosos trancaram o casal em um quarto no pavimento superior da residência. Imagens de câmeras de segurança recolhidas durante a investigação mostraram a utilização de um veículo aparentemente GM Prisma branco na ação.

A Polícia Científica realizou perícia no imóvel, enquanto a DIG de Ourinhos passou a atuar nas diligências para identificar os envolvidos.

A Polícia Civil reforça que as investigações permanecem em andamento. Os investigados têm assegurado o direito constitucional à presunção de inocência até eventual condenação definitiva pela Justiça.
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