A Polícia Federal (PF) apreendeu na tarde de ontem (4) 77 kg de ouro em barras transportado por seis brasileiros em um avião particular que aterrissou no Aeroporto Estadual de Sorocaba - Bertram Luiz Leupolz.
Em seguida, foram abordados dois veículos Corollas na altura do quilômero (km) 74 da rodovia Castelo Branco, sentido capital paulista. Dentro dos veículos foram encontradas três malas nas quais estavam as barras de ouro. Foi encontrada também uma quarta mala com documentos diversos.
Seis suspeitos foram levados para a delegacia da PF em Sorocaba onde foi instaurado inquérito policial para apurar a possível prática dos crimes de usurpação de bens da União e receptação dolosa. Segundo os documentos apreendidos, a origem do ouro seria o Mato Grosso e Pará. O valor da apreensão é estimado em cerca de R$ 23 milhões.
“O metal foi encaminhado para realização de perícia em laboratório específico da PF. O avião também foi apreendido e passa a ser objeto de sequestro criminal em outro inquérito policial. As circunstâncias da utilização proibida da aeronave serão apuradas”, informou a PF.
Dois dos policiais são da Casa Militar, órgão do gabinete do governador de São Paulo responsável pela segurança do Palácio dos Bandeirantes, entre outras atribuições.
A PF abriu inquérito para averiguar se houve prática dos crimes de usurpação de bens da União e receptação dolosa.
Segundo apuração do site g1, os nomes dos detidos são:
- Marcelo Tasso (tenente-coronel PM da Casa Militar)
- Gildsmar Canuto (sargento PM da Casa Militar)
- Douglas Cristiano Burin (soldado PM)
- Marcelo Dantas (sargento PM, atualmente na reserva)
- Wilson Roberto de Lucca
- Marcos Pereira dos Santos
Em nota, a Casa Militar, que afastou os policiais assim que soube do caso. Tanto a Casa Militar quanto a Secretaria de Segurança Pública informaram que um dos policiais envolvidos na ocorrência está afastado do trabalho desde o final do ano passado e que o caso foi encaminhado para apuração da Corregedoria da Polícia Militar.
O tenente-coronel Tasso afirmou em nota que o ouro transportado estava "devidamente documentado" e que "nada de ilegal foi constatado" na fiscalização e ninguém foi indiciado.
Questionado sobre o caso, o governador Rodrigo Garcia disse que irá aguardar o fim da apuração da Corregedoria para se pronunciar.
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