A Polícia Federal, o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) e o Ministério Público Federal desenvolvem hoje (13) a operação Mercado Pacificado. É contra crimes em licitações públicas e contra a ordem econômica, praticados por empresas de coleta, transporte, tratamento e destinação de resíduos, em sua maioria, hospitalares.
Ao formarem um cartel, essas empresas evitavam guerra de preços e dividiam entre si clientes e licitações. Segundo análise do Cade, o grupo agia no Distrito Federal, Bahia, Minas Gerais, Maranhão, Paraíba, Pernambuco, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul e São Paulo. Há, ainda, indícios de que Rio Grande do Norte e Santa Catarina também foram afetados.
Participam da operação 75 policiais federais e 57 integrantes do Cade no cumprimento de 15 mandados de busca e apreensão. Os investigados podem responder por crimes contra a ordem tributária, além de outros delitos que podem ser constatados no curso da investigação.
Como é o transbordo do lixo em Ourinhos
Para transportar o lixo de Ourinhos, para um aterro licenciado, o prefeito contratou sem licitação a empresa Ciclo Resíduos Locação e Transporte Equipamento Ltda, de Bauru (SP), que cobra R$ 420.660,00 (quatrocentos e vinte mil e seiscentos e sessenta reais) por mês. Antes, Ourinhos tinha o contrato com a empresa Monte Azul, de Marília e pagava R$189,00 por tonelada transportada e hoje a tonelada custa mais caro, R$233,70. Por que mudaram a empresa e ainda sem licitação? Isso o prefeito não explica.
Em novembro, a Prefeitura aditou o contrato e prorrogou por mais 48 dias, pelo acréscimo de R$ 126.720,00 (cento e vinte e seis mil setecentos e vinte reais). E a mesma Ciclo Resíduos Locação e Transporte Equipamento Ltda, foi contratada novamente sem licitação por R$729.600,00, por 180 dias (clique relembre).
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