Polícia Militar Ambiental apreende jiboia e outros animais silvestres sem documentação em hotel de Ourinhos

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A Polícia Militar Ambiental atendeu, na noite da última quarta-feira, 5, uma denúncia sobre a presença de animais silvestres sem a devida documentação em um hotel localizado na Rua Euclides da Cunha, no Centro de Ourinhos.

De acordo com o boletim de ocorrência, a denúncia informava que uma cobra da espécie jiboia estaria sendo utilizada durante uma demonstração em um curso de bombeiro civil e bombeiro mirim realizado no local, que contava inclusive com a participação de crianças.

Ao chegarem ao estabelecimento, os policiais fizeram contato com o responsável pelo curso, que inicialmente negou a existência de animais vivos, apresentando apenas uma cobra morta preservada em resina. Em seguida, a esposa dele informou que havia uma jiboia viva no local, além de outros animais silvestres conservados em resina e em recipientes com formol.

Os envolvidos afirmaram que os espécimes eram provenientes de São Carlos (SP), porém não apresentaram qualquer documento que comprovasse a origem legal, autorização de transporte, posse ou exposição dos animais.

Durante a vistoria, o policial militar ambiental constatou a existência de diversos exemplares da fauna silvestre, entre eles uma cobra urutu-cruzeiro, cobra-cega, cobra dormideira, cobra falsa-coral, cobra-cipó, uma aranha caranguejeira e uma jiboia viva com aproximadamente três anos de idade.

Ao todo, foram apreendidos 14 animais silvestres, sendo 12 preservados em formol, dois em resina e uma jiboia viva. Como não havia local apropriado para o acolhimento imediato do animal, a autoridade policial determinou que a serpente permanecesse depositada sob a responsabilidade de um dos envolvidos, mediante Auto de Depósito, até definição das autoridades competentes.

A Polícia Militar Ambiental realizou a parte administrativa da ocorrência, efetuando a apreensão dos animais. Conforme a legislação ambiental, por se tratar de espécies da fauna silvestre nativa, era obrigatória a apresentação de documentação que comprovasse a origem legal dos espécimes, o que não ocorreu.

O caso foi registrado na Central de Polícia Judiciária de Ourinhos e será analisado pelas autoridades responsáveis, que irão apurar eventual prática de crimes ambientais e adotar as medidas legais cabíveis.
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