Prefeito Guilherme Gonçalves anuncia 5% de reajuste aos servidores de Ourinhos em 2026

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O prefeito de Ourinhos, Guilherme Gonçalves (Podemos), anunciou na noite desta terça-feira (24) um reajuste salarial de 5% para os servidores públicos municipais em 2026. A data-base da categoria é o mês de março.

De acordo com o chefe do Executivo, a decisão foi tomada após diálogo com o sindicato da categoria. Segundo ele, os servidores pleiteavam a reposição inflacionária de cerca de 4%, mas as condições financeiras da Prefeitura limitaram a concessão. Ainda assim, o percentual anunciado supera o índice mencionado.

Além do aumento nos salários, o reajuste de 5% também será aplicado ao vale-alimentação dos servidores, que sobe para R$630,00. O prefeito informou ainda que o piso salarial dos agentes comunitários de saúde e dos agentes de endemias será contemplado na medida.

Segundo o presidente do Sindicato dos Servidores, Edenilson (Biguá), a assembleia aprovou nesta terça-feira a contraproposta do executivo, com o reajuste de 3,81% e aumento real de 1,19%, um total de 5% e o vale de R$630,00. 

O projeto de lei com o reajuste deverá ser encaminhado à Câmara Municipal e está previsto para ser votado na próxima segunda-feira (30).


O que disse o sindicato:

ACORDO COLETIVO É FIRMADO ENTRE O SINDICATO E O MUNICÍPIO
Uma das maiores missões do movimento sindical é dar organicidade aos trabalhadores. Sozinhos, os trabalhadores não têm força! Pior: sozinhos, o que acontece é aumentar o individualismo, o “cada um por si”. Sozinhos os trabalhadores apenas se dividem! E é por isso que quando se fala em sindicato na prática se está falando da própria categoria. Sindicato fraco significa categoria fraca. Sindicato forte significa categoria forte. É até curioso falar isso em pleno Século XXI, quando depois de tantas lutas sindicais milhões de trabalhadores tiverem direitos conquistados.

Direito nenhum cai do céu ou é dado pelos empregadores, muito embora exista quem não consiga entender esse preceito pra lá de básico, ou exista quem, fingindo não compreender, tem mesmo outros interesses pessoais e tende a ficar apenas criticando, falando coisas totalmente fantasiosas.

Dito isso, mais uma vez em Ourinhos fechamos acordo com ganho real, sentados à mesa com a prefeitura a fim de discutir melhorias aos servidores. E conseguimos muita coisa que sem nós simplesmente não haveria, como se vê no verso deste informativo. Para que isso fosse possível, convocamos assembleia e ouvimos os servidores, que decidiram aceitar o acordo e ainda fixar prazo e forma para que aqueles que não compreendem o papel do sindicato possam se manifestar em relação à contribuição negocial (2% do valor de salário base a incidir uma única vez ao ano).

Assim foi feito, e aqueles que estiveram presentes na assembleia merecem o mais alto respeito, pois tiveram coragem, bom senso e consciência para dialogar com a entidade que existe para representá-los. Teremos novos encontros ainda este ano visando avançar na questão do auxílio nutricional para os aposentados e o processo negocial que toca às reivindicações especificas do magistério público municipal, e o diálogo com os servidores fará toda diferença nesta discussão.

É nosso dever sermos fortes, transparentes e honestos!
E é por isso que vamos abrir o prazo para que aqueles que não conseguem entender a importância de um sindicato forte façam a opção pelo individualismo, se opondo ao custeio módico de tudo o quanto é preciso para bancar uma negociação. O prazo deliberado pela a assembleia é até o dia (15/04/2026) para o exercício desta manifestação, que deverá ser feita individualmente, com identificação clara (nome completo, RG e função exercida) de quem não quer a atuação sindical. Nossa entidade, enquanto possuir vontade dos servidores, atuará na defesa destes. Caso contrário, cada um atuará por si só, na ilusão de que sozinhos conseguirão alguma coisa.

Ficam as seguintes reflexões: A quem interessa enfraquecer o sindicato? O que motiva uma pessoa a não comparecer nas assembleias e ficar fazendo movimento contrário sem dar espaço para o contraditório e para o diálogo?