A Prefeitura de Ourinhos informou, na manhã desta terça-feira, 14, que vai assumir os serviços hoje prestados pela Associação de Assistência ao Deficiente Físico (AADF), não renovando o contrato com a entidade, em decorrência de irregularidades, que foram alvo de uma denúncia feita por 17 funcionários da AADF. A denúncia veio à tona no início desta semana e está sendo apurada pelo Ministério Público do Trabalho (clique aqui para ver a denúncia na íntegra). Confira o que disse a Prefeitura através de nota:
“Após vir a público um escândalo envolvendo a diretoria da Associação de Assistência ao Deficiente Físico (AADF), a administração municipal decidiu não mais financiar a entidade. A Prefeitura de Ourinhos, sob uma gestão conhecida por sua seriedade, transparência e responsabilidade, anunciou planos de assumir os serviços oferecidos pela AADF, com o compromisso de ampliação e melhorias significativas.
As acusações foram trazidas à tona por Gleydson Mário Luiz Hespanhol, quando o mesmo ocupava o cargo de gerente administrativo da AADF, e assinada por mais 16 funcionários da entidade. Em uma carta detalhada, Hespanhol expõe uma série de irregularidades sob a gestão da presidente Lucy Léia da Luz Brisola, que lidera a organização desde 2016. As denúncias incluem má gestão de recursos, nepotismo, assédio moral e má administração financeira.
Segundo Hespanhol, a AADF, apesar de enfrentar dificuldades financeiras, nunca esteve em uma situação tão precária quanto agora. Sob a gestão de Brisola, prioridades foram alteradas, resultando em gastos questionáveis e decisões autoritárias, com demissões injustificadas que totalizaram mais de R$ 70.000,00 em rescisões.
Hespanhol também acusa Brisola de práticas abusivas e coação, criando um ambiente de trabalho hostil e desmotivador. Ele menciona casos de nepotismo e favorecimento, incluindo a contratação de familiares para cargos dentro da AADF e uso indevido de recursos da entidade para fins pessoais.
Por diversas vezes, Hespanhol buscou dialogar com a presidente sobre os problemas existentes na entidade, mas todas as tentativas foram infrutíferas, não restando outra alternativa aos funcionários a não ser a formalização da denúncia.
Em um ato arbitrário, após o protocolo da denúncia assinada por 17 funcionários, a presidente da entidade demitiu por justa causa vários funcionários que assinaram a denúncia.
Além das acusações apresentadas pelos funcionários, a presidente Leia foi condenada ao pagamento de 5.000 UFIRs na justiça eleitoral por uso indevido do veículo da AADF, por ter adesivado o referido veículo com propaganda eleitoral de um candidato a deputado federal.
A estrutura física da AADF, conforme relatado, sofre com problemas graves, como alagamentos e instalações elétricas precárias, colocando em risco a segurança dos funcionários e usuários.
A Denúncia foi recebida pelo Conselho Municipal de Assistência Social, que em reunião ordinária decidiu encaminhar toda a documentação ao Ministério Público para a apuração das irregularidades relatadas na denúncia e apresentada pelos funcionários.
Diante dessas denúncias, a Prefeitura de Ourinhos, reconhecida por sua gestão inclusiva e responsável, decidiu intervir. A Prefeitura anunciou que assumirá os serviços prestados pela AADF, prometendo não apenas manter, mas também expandir e aprimorar os serviços para os deficientes físicos na cidade. Esta decisão reflete o compromisso da administração municipal com a transparência e o bem-estar de seus cidadãos, especialmente os mais vulneráveis.
O caso da AADF ressalta a importância de ter uma gestão responsável em entidades que lidam com recursos públicos e o cuidado com grupos vulneráveis. A população, mais uma vez, confia na gestão do prefeito Lucas Pocay para resolver tal situação e melhorar a qualidade de vida e assistência aos deficientes físicos na cidade”.
O site Passando a Régua procurou a presidente da AADF, Lucy Léia da Luz Brisola, mas até o fechamento desta matéria não obteve resposta. O espaço está aberto.
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