Presidente da ACE Ourinhos, Robson Martuchi é contrário em adiar o dia das mães

Associação Comercial Empresarial de Ourinhos entrou com mandado de segurança pedindo a reabertura do comércio. Martuchi defende que o governador João Dória (PSDB) já possa liberar a volta do comércio, no máximo até o dia 4 de maio e a data do dia das mães seja mantida no dia 10.
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A possibilidade de adiar o dia das mães para agosto não foi bem recebida pelo presidente da ACE (Associação Comercial Empresarial de Ourinhos), Robson Martuchi. A medida foi sugerida pelo governador João Doria (PSDB-SP) durante reunião virtual nesta quinta (23) com o Comitê Empresarial Econômico, que reúne 328 empresários.

Entretanto em Ourinhos, Martuchi é contrário em adiar o dia das mães para agosto e defende que o governador João Dória já possa liberar a volta do comércio, no máximo até o dia 4 de maio e a data do dia das mães seja mantida no dia 10.

“Eu como presidente da ACE, sou contra a mudança da data, sou da linha do senhor José Isaac Peres, se o governador vai começar a reabrir o comercio a partir do dia 11/05, por que não iniciar no dia 04/05, isso representaria uma grande expectativa para o comercio em todas as suas atividades, pois além das volta às compras temos a confraternização familiar, seria um marco na retomada das atividades econômicas e sociais”, destacou na manhã desta sexta-feira, 24.

Martuchi acredita ainda, que as lojas virtuais não acatariam a mudança, pois já trabalham com a expectativa de aumento das vendas.

De acordo com jornal Folha de S. Paulo, a mudança foi elogiada pelo presidente da Facesp (Federação das Associações Comerciais do Estado São Paulo) e da ACSP (Associação Comercial de São Paulo), Alfredo Cotait Neto.

Na quarta-feira (22), as entidades encabeçaram um pedido de flexibilização da quarentena para o Dia das Mães, que será no dia 10 de maio, segunda principal data atrás apenas do Natal. Durante a reunião, Doria comentou que o adiamento seria apropriado para impulsionar o comércio que ainda está fechado por causa das medidas de restrições adotados para enfrentar o coronavírus.

Mas há vozes contrárias ao adiamento. O empresário José Isaac Peres, da Multiplan, empresa de shoppings, diz que mudar a data vai apenas piorar a situação do comércio.

“Qual a diferença em flexibilizar a quarentena cinco dias antes ou um dia depois do Dia das Mães? Adiar vai ser muito ruim para o varejo. O comerciante já está muito mal, já são muitos desempregados. Temo que o desemprego seja uma causa futura de doenças até piores que a Covid19.”

A proposta por Doria também foi bem recebida pela Fecomércio-SP (Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo).

“Acho interessante tornar oficial isso, porque uniformiza procedimento e promoção e isso alavanca. Não que a gente precise de um ato do O governador, aliás, lembrou durante a reunião com os empresários na manhã desta quinta que o Dia das Mães foi criado por seu pai, o publicitário baiano João Agripino da Costa Doria, que popularizou a comemoração no Brasil em 1949, ao lançar uma campanha que institucionalizou a data.

 

ACE entrou com mandado de segurança contra Prefeitura de Ourinhos e quer a volta do comercio

Nesta quinta-feira, 23, a ACE protocolou um mandado de segurança pedindo a volta da atividade econômica no Município de Ourinhos. O pedido é contra o prefeito Lucas Pocay (PSD), que decretou estado de calamidade pública no município no último dia 14 de abril.

A ACE alega que o dano ocasionado pelo fechamento do comércio será muito mais devastador do que a Covid-19, que segundo a entidade está com baixo número de casos na cidade.

 Confira um trecho da petição que será analisada pelo juiz local:

“OURINHOS possui, aproximadamente 13.900 CNPJs ativos (incluído todos tipos societários  portes – MEI/ME/EPP/NORMAL), sendo que, destes aproximadamente 80% são comércios e serviços, ou seja, 11.000 e, destes aproximadamente 50% são de comercio não essenciais, ou seja, 5.500, que geram em torno de 16.500 empregos diretos e indiretos, considerando uma média de (03) funcionários por empresa, o que, representa aproximadamente 15% do total da população de nossa cidade.

Há que se esclarecer que não se está a fazer tais assertivas sem esquecer das consequências da contaminação do COVID-19; ao contrário, a entidade Impetrante tem a todo momento prestado atenção nos dados e informações oficiais: o que se constata é que conforme amplamente divulgado pela Secretaria da Saúde do Município de OURINHOS, os casos confirmados de Covid-19 não apresentaram um aumento substancial que continue a justificar a manutenção do fechamento do comércio”.

 

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