Professora de 40 anos perde mais de R$ 11 mil após cair no golpe do falso advogado em Ourinhos

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Uma professora de 40 anos foi vítima do chamado golpe do falso advogado em Ourinhos na quarta-feira, 4. O caso foi registrado na Central de Polícia Judiciária (CPJ) após a mulher perceber que havia sido enganada por criminosos que se passaram por profissionais da área jurídica para obter dinheiro por meio de transferências bancárias.

De acordo com o boletim de ocorrência, a vítima possui um processo judicial em andamento e recebeu uma mensagem pelo WhatsApp de um número que utilizava foto e nome semelhantes aos de seu advogado. Na conversa, o suposto advogado informou que o processo teria sido concluído com decisão favorável e que haveria uma indenização a ser liberada. Para dar credibilidade, o golpista utilizou linguagem técnica e enviou o número do processo.

Em seguida, outro indivíduo entrou em contato com a vítima afirmando ser servidor do tribunal e realizou uma chamada de vídeo. Durante a ligação, ele informou que o contato seria gravado e solicitou que a professora compartilhasse a tela do celular. Com isso, passou a orientá-la a acessar suas contas bancárias, alegando que seria necessário declarar os valores disponíveis para evitar descontos na suposta indenização.

Seguindo as instruções, a vítima acessou contas em diferentes bancos e acabou realizando diversas movimentações financeiras. Durante o contato, os criminosos a induziram a contratar dois empréstimos, um pelo Banco do Brasil e outro pelo Banco Bradesco, além de transferir valores entre suas próprias contas para, posteriormente, enviá-los a contas indicadas pelos golpistas.

Ainda segundo o registro policial, foram feitas transferências via PIX para contas de terceiros, incluindo valores de R$ 4.700, R$ 5.998 e R$ 1.000, totalizando R$ 11.698. A vítima relatou que percebeu que se tratava de um golpe quando os criminosos tentaram orientá-la a realizar uma nova transferência para uma conta vinculada a uma empresa de comércio eletrônico. Nesse momento, ela interrompeu a operação e cessou o contato, sendo bloqueada pelos golpistas logo em seguida.

Após identificar a fraude, a professora foi orientada a procurar as instituições bancárias para acionar o Mecanismo Especial de Devolução (MED), utilizado em casos de golpes envolvendo transferências via PIX, além de buscar orientação jurídica para possíveis medidas cíveis.

O caso foi registrado e deverá ser investigado pela Polícia Civil.