Protestos contra Luiz Inácio Lula da Silva e o Supremo Tribunal Federal reúnem milhares de manifestantes na Avenida Paulista e em outras cidades do país

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Manifestantes realizaram neste domingo (1º) protestos contra o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e ministros do Supremo Tribunal Federal em diversas cidades do país. O principal ato ocorreu na Avenida Paulista, em São Paulo, onde manifestantes se reuniram entre 14h e 17h durante a mobilização intitulada “Acorda Brasil”.

Segundo estimativa do Monitor do Debate Político da USP/Cebrap e da ONG More in Common, cerca de 20,4 mil pessoas participaram do ato na capital paulista. Considerando a margem de erro de 12%, o público no horário de maior concentração variou entre 18 mil e 22,9 mil participantes. A estimativa foi feita por meio da análise de imagens aéreas com auxílio de software de inteligência artificial.



O protesto contou com a presença de lideranças políticas, entre elas o senador Flávio Bolsonaro, o presidente do PL Valdemar Costa Neto, o deputado federal Nikolas Ferreira, o deputado Guilherme Derrite, os governadores Romeu Zema e Ronaldo Caiado, além do prefeito paulistano Ricardo Nunes. Já o governador Tarcísio de Freitas não participou por estar em viagem oficial à Alemanha.

Durante a manifestação, participantes fizeram críticas ao governo federal e às decisões do STF, com pedidos de impeachment dos ministros Alexandre de Moraes e Dias Toffoli. Também houve manifestações em defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro, com pedidos de anistia aos condenados pelos atos de 8 de janeiro.

Os manifestantes exibiram bandeiras do Brasil, dos Estados Unidos e de Israel, além de cartazes com frases como “Fora Moraes”, “Bolsonaro Livre” e “Anistia Já”. Em discurso por videochamada, o deputado Eduardo Bolsonaro, que está nos Estados Unidos, afirmou que os participantes representavam apoiadores que não puderam comparecer ao ato.

Parlamentares que discursaram também criticaram o governo federal e defenderam mudanças no sistema político e judicial. Flávio Bolsonaro mencionou o que considera censura e perseguição política, enquanto Nikolas Ferreira fez críticas à gestão federal e às decisões judiciais. Guilherme Derrite defendeu medidas mais rígidas contra a criminalidade.

Além de São Paulo, atos ocorreram em outras cidades do país, como Rio de Janeiro, Brasília, Belo Horizonte, Salvador, Campo Grande, Maceió, Goiânia, Recife, Porto Alegre, Aracaju, Curitiba e Fortaleza, com pautas semelhantes, incluindo críticas ao governo federal, ao STF e pedidos de anistia para envolvidos nos atos de 8 de janeiro. No Rio de Janeiro, a mobilização reuniu cerca de 4,7 mil pessoas no horário de maior concentração.
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