Publicitária da região está entre presos na operação contra atos de vandalismo em Brasília

Compartilhe:

A mulher que está entre as pessoas que foram presas até a manhã desta quinta-feira (29) na operação da Polícia Federal que apura atos de vandalismo em Brasília é de Tupã (SP) (169 km de Ourinhos) e foi candidata à prefeitura da cidade nas últimas eleições municipais, em 2020. As informações são do g1.

A publicitária Klio Damião Hirano participou da disputa em chapa única pelo PRTB e não se elegeu. Ela recebeu 364 votos e foi a menos votada entre os candidatos. Klio tem 40 anos e é filha do fotógrafo Eizi Hirano, que tem o trabalho conhecido nacionalmente e fundou uma rede de lojas de impressão fotográfica.

Nas redes sociais da publicitária há várias postagens que fazem referência ao presidente Jair Bolsonaro e seus apoiadores. Ela era frequentadora do acampamento no Quartel-General do Exército em Brasília, onde estaria, segundo as postagens nas redes sociais desde o mês de novembro, após as eleições.

Antes de ser presa, Klio postou um vídeo de uma solenidade no Palácio do Planalto. Além dessas publicações, há dezenas de fotos e vídeos dela em Brasília junto com outros apoiadores do atual governo.

Sobre a operação

A Polícia Federal (PF) e a Polícia Civil do Distrito Federal deflagram na manhã de hoje (29) a Operação Nero. O objetivo é identificar envolvidos na tentativa de invasão ao edifício-sede da PF no último dia 12 e em outros atos criminosos praticados na mesma data também na capital federal, como a depredação da 5ª Delegacia de Polícia e incêndios criminosos contra veículos e ônibus.

Até às 10h, pelo menos quatro pessoas tinham sido presas em Rondônia, Rio de Janeiro e Distrito Federal, entre elas:

  • Klio Damião Hirano
  • Atilla Mello
  • Joel Pires Santana

Um dos suspeitos, que estava em um hotel de Brasília, não foi encontrado pelos policiais e é considerado foragido. O nome dele não foi divulgado.

Policiais federais e civis cumprem, ao todo, 32 ordens judiciais de busca e apreensão e de prisão, expedidos pelo Supremo Tribunal Federal (STF), nos estados de Rondônia, do Pará, de Mato Grosso, do Tocantins, do Ceará, de São Paulo e do Rio de Janeiro, além do Distrito Federal.

Os suspeitos, segundo a PF, teriam tentado invadir a sede da corporação com o objetivo de resgatar o indígena José Acácio Serene Xavante, preso no dia 12 deste mês por determinação do ministro do STF Alexandre de Moraes. Diante da tentativa frustrada, os manifestantes teriam dado início a uma série de atos de vandalismo pela cidade. A PF informou que as duas investigações foram encaminhadas ao Supremo, em razão de declínio de competência.

Os suspeitos podem responder pelos crimes de dano qualificado, incêndio majorado, associação criminosa, abolição violenta do Estado Democrático de Direito e golpe de Estado, cujas penas máximas somadas atingem 34 anos de prisão.

O futuro ministro da Justiça, Flávio Dino, em mensagem no Twitter, que "as ações policiais em curso visam garantir o Estado de Direito, na dimensão fundamental da proteção à vida e ao patrimônio. Motivos políticos não legitimam incêndios criminosos, ataques à sede da Polícia Federal, depredações, bombas. Liberdade de expressão não abrange terrorismo".

Com informações da Agência Brasil