A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) decide em reunião, neste domingo, 17, sobre os pedidos de uso emergencial de duas vacinas contra a Covid-19: a do Instituto Butantan e da Fiocruz. Em sua apresentação, a Gerência Geral de Medicamentos recomendou a aprovação da Coronavac e também da vacina de Oxford. A decisão, no entanto, cabe aos cinco diretores, que darão seus votos para o uso ou não emergencial dos imunizantes.
A reunião conta com os cinco diretores da Anvisa, e a decisão é por maioria simples. Ou seja, três votos a favor ou contra decidem o resultado. A diretora Meiruze Freitas é a relatora dos dois pedidos de uso emergencial. A previsão de duração do encontro, que começou pouco depois das 10h, é de cinco horas. A agência tem 50 pressionais envolvidos diretamente nas análises.
A Coronavac teve o uso emergencial aprovado em países como Indonésia e Turquia. O outro imunizante analisado na reunião deste domingo é Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), desenvolvido pela Universidade de Oxford, em parceria com a farmacêutica AstraZeneca. A agência reguladora do Reino Unido, uma das mais respeitadas do mundo, por exemplo, autorizou o uso desta vacina.
O pedido do Instituto Butantan se refere a 6 milhões de doses importadas da Coronavac e o da Fiocruz a 2 milhões de doses a serem importadas do laboratório Serum, da Índia. Butantan e Fiocruz também desenvolvem a vacina no Brasil. Caso a Anvisa aprove o uso emergencial neste domingo, o Ministério da Saúde armou que a vacinação em todo o país teria início na próxima quarta-feira, dia 20.
Coronavac
Entre as incertezas apontadas e que devem ser monitoradas, no caso do imunizante chinês, estão a durabilidade da proteção e os efeitos da vacina entre idosos, porque a quantidade de pessoas desse grupo nos testes era pequena, assim como o número de casos positivos entre eles, o que não permitiu análises mais robustas.
Vacina de Oxford
Entre os resultados dos estudos submetidos à Anvisa, um dos destaques é que não houve casos de hospitalização, doença severa, necessidade de tratamento intensivo ou morte. A situação é a mesma também entre os adultos com comorbidades. "A vacina protege aqueles que tem comorbidades no sentido de não irm a uma doença mais grave", afrimou Leonardo Fábio Filho, da equipe de estatística da Anvisa.
Sobre a eficácia para população idosa, também são necessários novos dados, pois a amostra de participantes com mais de 65 anos foi considerada muito pequena.
Outra conclusão dos estudos é que intervalos de doses mais longos estão relacionados a respostas mais altas induzidas pela segunda dose. A maior eficácia da vacina foi associada a um maior intervalo de doses de oito e 12 semanas. Com base nas informações, no entanto, não é possível concluir sobre a eficácia quando os intervalos são menores do que oito semanas. Mais dados de intervalo de quatro a seis semanas serão submetidos a partir de análises de estudos em andamento.
Com informações da Veja/ R7
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