O que inicialmente foi registrado como um latrocínio — roubo seguido de morte — teve uma reviravolta durante as investigações da Polícia Civil do Paraná. O idoso José Teixeira da Silva, de 77 anos, que foi encontrado morto com um tiro enquanto estava deitado na cama, em Bandeirantes, no Norte do Paraná, teria sido vítima de um homicídio planejado pela própria esposa, com a participação do amante dela e conhecimento da filha do casal.
Segundo a Polícia Civil, Valquíria Sandoval, esposa da vítima, Anderson Justino Estevão, apontado como amante dela, e Amanda Sandoval Teixeira da Silva, filha de José, foram presos em flagrante. Os três passaram a responder, inicialmente, por homicídio qualificado. Nesta segunda-feira (24), a Justiça negou o pedido de liberdade e manteve os suspeitos presos preventivamente.
A versão apresentada inicialmente pela esposa apontava para uma invasão à residência. Valquíria contou à Polícia Militar que havia levantado para beber água e ouvido um disparo. Depois, segundo o primeiro relato, teria ido ao quintal para prender o cachorro e, ao retornar, visto dois homens deixando o imóvel com o carro de José.
Ela também afirmou que os criminosos haviam levado dinheiro, inicialmente mencionado como R$ 10 mil e depois alterado para R$ 15 mil.
No entanto, durante a investigação, os policiais encontraram contradições no relato. A análise das circunstâncias do crime, aliada a informações obtidas a partir do celular da mulher, levou os investigadores a suspeitar que o suposto roubo havia sido utilizado para encobrir uma execução.
De acordo com o delegado Michel Araújo, Valquíria acabou confessando a participação no crime durante um segundo depoimento, após ser confrontada com as contradições e com o conteúdo do aparelho celular.
Segundo a investigação, ela mantinha um relacionamento extraconjugal com Anderson e teria planejado a morte do marido durante aproximadamente um mês. A motivação apresentada à polícia estaria relacionada à negativa de José em custear um tratamento de saúde da filha, apesar de, segundo os depoimentos, possuir recursos financeiros para isso.
Conforme a versão apresentada pela polícia, Valquíria teria entregado ao amante um revólver que pertencia ao próprio José e deixado a porta da residência aberta. Ela teria prendido o cachorro e se afastado do imóvel no momento em que o crime foi cometido.
Após o disparo, Anderson teria levado o carro da vítima e posteriormente abandonado o veículo em uma área de vegetação. Para a polícia, o roubo do automóvel teria sido utilizado justamente para criar a aparência de um latrocínio.

Filha teria conhecimento do plano
A investigação também apontou que Amanda sabia que a mãe pretendia matar o pai. Em depoimento, a filha confirmou ter conhecimento do relacionamento entre Valquíria e Anderson e afirmou que sabia dos planos para o assassinato.
Segundo Amanda, a mãe teria pedido para que ela permanecesse em Londrina e não retornasse para casa para não presenciar o crime. A filha afirmou que não participou diretamente da execução, mas admitiu que sabia do planejamento e não denunciou a mãe.
Ela também declarou que teria pedido anteriormente para que Valquíria não cometesse o crime, mas afirmou ter concordado com a decisão diante das circunstâncias vividas pela mãe e da necessidade de dinheiro para o tratamento de saúde.

Perícia realizada na casa do casal. — Foto: Reprodução
Amante nega participação no assassinato
Anderson, por sua vez, apresentou uma versão diferente à polícia. Ele confirmou o relacionamento com Valquíria, mas negou ter cometido o homicídio.
Segundo o depoimento dele, a mulher teria pedido apenas que escondesse a arma e levasse o carro. Anderson afirmou que não entrou na residência e que não sabia que existia um plano para assassinar José.
A versão apresentada pelo homem, portanto, é contestada pela investigação policial, que aponta sua participação direta na execução.
Investigação mudou rumo do caso
No primeiro atendimento, o caso apresentava características de um possível latrocínio, já que José havia sido baleado e seu veículo levado. Entretanto, as inconsistências encontradas pelos investigadores fizeram com que a hipótese de roubo seguido de morte perdesse força.
Entre os pontos considerados suspeitos estavam as mudanças no relato da esposa sobre ter visto ou não os criminosos, a prioridade dada por ela para prender o cachorro no momento do disparo e a alteração na quantia de dinheiro que teria sido roubada.
A polícia também considerou incompatível a dinâmica descrita inicialmente com a situação da vítima, que estava acamada e usava fraldas.
Com o avanço das diligências, a Polícia Civil passou a trabalhar com a hipótese de que o suposto roubo teria sido uma encenação para ocultar um homicídio planejado.
Três celulares, um revólver e dinheiro foram apreendidos durante a investigação.

Defesa contesta conclusões da investigação
A defesa de Valquíria, Anderson e Amanda afirmou que as investigações ainda estão em andamento e que as conclusões apresentadas pela polícia não podem ser consideradas definitivas.
Os advogados Sivaldo Pires Bento e Bruno Cesar Carlota dos Santos também questionaram a forma como os depoimentos foram obtidos. Segundo a defesa, as declarações apresentadas como confissões são contestadas quanto à voluntariedade, citando pressão psicológica e um período prolongado de interrogatório sem alimentação e água.
Os advogados também afirmaram que a própria manifestação do Ministério Público reconhece que essas circunstâncias ainda poderão ser analisadas durante a investigação.
A defesa reforçou ainda que os investigados têm direito ao devido processo legal, ao contraditório, à ampla defesa e à presunção de inocência.
O caso segue sob investigação, e as versões apresentadas pelos envolvidos ainda deverão ser analisadas pela Justiça ao longo do processo.
Segundo a Polícia Civil, Valquíria Sandoval, esposa da vítima, Anderson Justino Estevão, apontado como amante dela, e Amanda Sandoval Teixeira da Silva, filha de José, foram presos em flagrante. Os três passaram a responder, inicialmente, por homicídio qualificado. Nesta segunda-feira (24), a Justiça negou o pedido de liberdade e manteve os suspeitos presos preventivamente.
A versão apresentada inicialmente pela esposa apontava para uma invasão à residência. Valquíria contou à Polícia Militar que havia levantado para beber água e ouvido um disparo. Depois, segundo o primeiro relato, teria ido ao quintal para prender o cachorro e, ao retornar, visto dois homens deixando o imóvel com o carro de José.
Ela também afirmou que os criminosos haviam levado dinheiro, inicialmente mencionado como R$ 10 mil e depois alterado para R$ 15 mil.
No entanto, durante a investigação, os policiais encontraram contradições no relato. A análise das circunstâncias do crime, aliada a informações obtidas a partir do celular da mulher, levou os investigadores a suspeitar que o suposto roubo havia sido utilizado para encobrir uma execução.
De acordo com o delegado Michel Araújo, Valquíria acabou confessando a participação no crime durante um segundo depoimento, após ser confrontada com as contradições e com o conteúdo do aparelho celular.
Segundo a investigação, ela mantinha um relacionamento extraconjugal com Anderson e teria planejado a morte do marido durante aproximadamente um mês. A motivação apresentada à polícia estaria relacionada à negativa de José em custear um tratamento de saúde da filha, apesar de, segundo os depoimentos, possuir recursos financeiros para isso.
Conforme a versão apresentada pela polícia, Valquíria teria entregado ao amante um revólver que pertencia ao próprio José e deixado a porta da residência aberta. Ela teria prendido o cachorro e se afastado do imóvel no momento em que o crime foi cometido.
Após o disparo, Anderson teria levado o carro da vítima e posteriormente abandonado o veículo em uma área de vegetação. Para a polícia, o roubo do automóvel teria sido utilizado justamente para criar a aparência de um latrocínio.

Filha teria conhecimento do plano
A investigação também apontou que Amanda sabia que a mãe pretendia matar o pai. Em depoimento, a filha confirmou ter conhecimento do relacionamento entre Valquíria e Anderson e afirmou que sabia dos planos para o assassinato.
Segundo Amanda, a mãe teria pedido para que ela permanecesse em Londrina e não retornasse para casa para não presenciar o crime. A filha afirmou que não participou diretamente da execução, mas admitiu que sabia do planejamento e não denunciou a mãe.
Ela também declarou que teria pedido anteriormente para que Valquíria não cometesse o crime, mas afirmou ter concordado com a decisão diante das circunstâncias vividas pela mãe e da necessidade de dinheiro para o tratamento de saúde.

Perícia realizada na casa do casal. — Foto: Reprodução
Amante nega participação no assassinato
Anderson, por sua vez, apresentou uma versão diferente à polícia. Ele confirmou o relacionamento com Valquíria, mas negou ter cometido o homicídio.
Segundo o depoimento dele, a mulher teria pedido apenas que escondesse a arma e levasse o carro. Anderson afirmou que não entrou na residência e que não sabia que existia um plano para assassinar José.
A versão apresentada pelo homem, portanto, é contestada pela investigação policial, que aponta sua participação direta na execução.
Investigação mudou rumo do caso
No primeiro atendimento, o caso apresentava características de um possível latrocínio, já que José havia sido baleado e seu veículo levado. Entretanto, as inconsistências encontradas pelos investigadores fizeram com que a hipótese de roubo seguido de morte perdesse força.
Entre os pontos considerados suspeitos estavam as mudanças no relato da esposa sobre ter visto ou não os criminosos, a prioridade dada por ela para prender o cachorro no momento do disparo e a alteração na quantia de dinheiro que teria sido roubada.
A polícia também considerou incompatível a dinâmica descrita inicialmente com a situação da vítima, que estava acamada e usava fraldas.
Com o avanço das diligências, a Polícia Civil passou a trabalhar com a hipótese de que o suposto roubo teria sido uma encenação para ocultar um homicídio planejado.
Três celulares, um revólver e dinheiro foram apreendidos durante a investigação.

Defesa contesta conclusões da investigação
A defesa de Valquíria, Anderson e Amanda afirmou que as investigações ainda estão em andamento e que as conclusões apresentadas pela polícia não podem ser consideradas definitivas.
Os advogados Sivaldo Pires Bento e Bruno Cesar Carlota dos Santos também questionaram a forma como os depoimentos foram obtidos. Segundo a defesa, as declarações apresentadas como confissões são contestadas quanto à voluntariedade, citando pressão psicológica e um período prolongado de interrogatório sem alimentação e água.
Os advogados também afirmaram que a própria manifestação do Ministério Público reconhece que essas circunstâncias ainda poderão ser analisadas durante a investigação.
A defesa reforçou ainda que os investigados têm direito ao devido processo legal, ao contraditório, à ampla defesa e à presunção de inocência.
O caso segue sob investigação, e as versões apresentadas pelos envolvidos ainda deverão ser analisadas pela Justiça ao longo do processo.
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