A presença de aguapés no rio Tietê, em Barra Bonita (SP) (145 km de Ourinhos), tem chamado a atenção de moradores e especialistas em meio ambiente. A proliferação dessas plantas aquáticas tem transformado a paisagem do rio em um "tapete verde" e levantado preocupações sobre os possíveis impactos ambientais.
Os aguapés são conhecidos como uma planta invasora e se reproduzem rapidamente, especialmente no verão. Embora possam prestar um importante serviço ambiental de filtragem da água, quando em excesso, podem causar problemas. A formação de ilhas de aguapés no meio do rio é um dos exemplos das consequências da proliferação dessas plantas.
Para tentar solucionar o problema, comportas da usina hidrelétrica de Barra Bonita serão abertas nesta quarta-feira (15) à vazão máxima para que as plantas desçam rio abaixo. No entanto, essa medida é considerada apenas paliativa por especialistas, que apontam a necessidade de tratar todos os esgotos das cidades da bacia hidrográfica como a solução definitiva.
Em nota, a Cetesb informou que possui uma rede de monitoramento da qualidade das águas dos principais rios e reservatórios do estado, com amostragens trimestrais de parâmetros físicos, químicos e biológicos. Embora tenha havido melhora na qualidade da água do reservatório de Barra Bonita nos últimos anos, ainda existem contribuições decorrentes de atividades agrícolas, como o uso de fertilizantes, que não são totalmente removidas pelo tratamento atual.
Diante desse cenário, é fundamental que sejam adotadas medidas efetivas para preservar o meio ambiente e garantir a saúde das águas do rio Tietê e de outros rios da região. Ações como o tratamento dos esgotos e o controle da atividade agrícola são fundamentais para evitar a proliferação de plantas invasoras como os aguapés e garantir um futuro sustentável para a região.
Com informações do g1





