A música brasileira está de luto. Rita Lee, uma das maiores cantoras da história do país, faleceu nesta segunda-feira, 8, aos 75 anos, em sua residência em São Paulo. Ela lutava contra um câncer de pulmão diagnosticado no ano passado e vinha fazendo tratamentos contra a doença. A família da cantora divulgou um comunicado nas redes sociais dela informando sobre o falecimento e agradecendo o carinho dos fãs.
Rita Lee ajudou a incorporar a revolução do rock à explosão criativa do tropicalismo, formou a banda brasileira de rock mais cultuada no mundo, os Mutantes, e criou canções na carreira solo com enorme apelo popular sem perder a liberdade e a irreverência. Sempre moderna, ela foi referência de criatividade e independência feminina durante os quase 60 anos de carreira.
O título de “rainha do rock brasileiro” veio quase naturalmente para Rita, mas ela achava “cafona” e preferia ser chamada de “padroeira da liberdade”. Rita Lee Jones nasceu em São Paulo, em 31 de dezembro de 1947. Seu pai, Charles Jones, era dentista e filho de imigrantes dos EUA. A mãe, a italiana Romilda Padula, era pianista e incentivou a filha a estudar o instrumento e a cantar com as irmãs.
Ao todo, Rita Lee lançou 40 álbuns, sendo 6 com os Mutantes e 34 na carreira solo. Sua música sempre foi marcada pela inovação e pela ousadia, sem perder a leveza e o humor característicos da artista. A partir de quarta-feira (10), o público poderá prestar suas últimas homenagens no velório aberto ao público no Planetário do Parque Ibirapuera, das 10h às 17h. O legado de Rita Lee para a música brasileira é inestimável, e ela continuará sendo uma inspiração para muitos artistas e fãs pelo mundo.
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