Secretaria de Educação cria comissão para investigar suposto sumiço e venda de aparelhos de ar-condicionado em Ourinhos

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A Secretaria Municipal de Educação de Ourinhos instaurou, nesta quarta-feira, 27, uma Comissão de Auditoria Interna para apurar possíveis irregularidades envolvendo aparelhos de ar-condicionado da rede de ensino. A medida foi tomada por meio da Portaria SME Nº 01/2026 após denúncias graves ecoarem na Câmara Municipal, sugerindo o furto e a comercialização ilegal dos equipamentos.

Entenda a denúncia no Legislativo
O estopim para a investigação ocorreu durante a última sessão da Câmara de Ourinhos. Na ocasião, o vereador Wesley Carlos (Republicanos) discursou apontando que os aparelhos de ar-condicionado — que fazem parte do Termo de Colaboração firmado entre a Prefeitura e o Instituto de Gestão Educacional e Valorização do Ensino (IGEVE) — poderiam ter sido subtraídos e estariam sendo supostamente vendidos no mercado informal.

A denúncia mexe com um lote expressivo de investimentos na climatização das escolas municipais.
Em fevereiro de 2025, o prefeito Guilherme Gonçalves havia anunciado publicamente que o município recebeu mais de 200 equipamentos de ar-condicionado, os quais seriam distribuídos em mais de 30 unidades escolares.

Diante das acusações de que parte desses bens públicos sumiu, o novo secretário de Educação de Ourinhos, Professor Thyago Henrique Trindade, agiu rapidamente para blindar a pasta e esclarecer a situação. De acordo com o chefe da pasta, o objetivo principal é "saber o que é fato e o que é boato".

O papel e os membros da Comissão de Auditoria
A comissão terá amplos poderes de fiscalização e será composta por três servidores públicos municipais:
  • Presidente: Celso Yoshiharu Agata Moreira
  • Membros: Andreia Aparecida da Silva Dadona e Silmara Carlos da Silva
Conforme o texto da portaria, o grupo de trabalho terá as seguintes atribuições nas Unidades Escolares de Educação Infantil (creches):
  • Realizar inspeções e vistorias físicas nas escolas;
  • Promover o levantamento patrimonial dos aparelhos de ar-condicionado;
  • Solicitar notas fiscais, termos e relatórios para cruzar dados;
  • Verificar se o número de bens adquiridos bate com os que foram de fato entregues e instalados.
Prazo rigoroso: Os servidores nomeados terão o prazo de 10 dias, a contar da publicação da portaria, para apresentar um relatório conclusivo com os fatos apurados e recomendações administrativas. O prazo poderá ser prorrogado apenas mediante justificativa fundamentada.

Secretário prega cautela e busca fundamentação jurídica
Em entrevista, o secretário Thyago Trindade explicou os motivos de ter optado por uma auditoria antes de acionar as forças policiais.

Quando questionado se um Boletim de Ocorrência já havia sido registrado, Trindade foi categórico: "Não, precisamos averiguar se houve crime ou não. Por isso, a necessidade de realizar auditoria interna. Temos que nos fundamentar", explicou.

O secretário reforçou que, até o momento, a administração municipal não tem a confirmação se algum aparelho foi ou não subtraído, e que o diagnóstico virá com o pente-fino da comissão. "Constituímos uma Comissão para apuração dos fatos com amplos poderes para realizar apontamentos. Caso se encontrem indícios, serão adotadas providências administrativas e jurídicas", concluiu o Professor Thyago.

Para garantir o rigor técnico, a comissão poderá solicitar o suporte direto de outros órgãos estratégicos da Prefeitura, como a Controladoria Interna, o setor de Patrimônio e a Procuradoria Geral do Município.
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