A saúde pública de Ourinhos atravessa um momento de tensão institucional e financeira. Em ofício encaminhado ao Ministério Público do Estado de São Paulo e à Câmara Municipal no dia 18 de março, a Santa Casa de Misericórdia revelou uma situação financeira delicada, acumulando uma dívida de R$ 21.768.567,80. No documento, a instituição alega que, deste montante, R$ 6.620.240,09 seriam referentes a repasses não realizados pela Prefeitura Municipal.
Diante do cenário, o repórter Gera Laperuta, do Passando a Régua, entrevistou nesta terça-feira, 31, o secretário de Saúde, Diego Singolani. Durante a conversa, o secretário contestou os números apresentados pela entidade, detalhou o fluxo de recursos e explicou os gargalos que afetam o atendimento à população.
Contraponto aos números: "A conta não é desse tamanho"
Segundo Diego Singolani, o relatório apresentado pela Santa Casa contém equívocos que já estão sendo corrigidos pela própria instituição após reunião técnica. O secretário afirmou categoricamente que a prefeitura não está em débito com o hospital.
Diante do cenário, o repórter Gera Laperuta, do Passando a Régua, entrevistou nesta terça-feira, 31, o secretário de Saúde, Diego Singolani. Durante a conversa, o secretário contestou os números apresentados pela entidade, detalhou o fluxo de recursos e explicou os gargalos que afetam o atendimento à população.
Contraponto aos números: "A conta não é desse tamanho"
Segundo Diego Singolani, o relatório apresentado pela Santa Casa contém equívocos que já estão sendo corrigidos pela própria instituição após reunião técnica. O secretário afirmou categoricamente que a prefeitura não está em débito com o hospital.
- Telemedicina: Cerca de R$ 600 mil do montante citado seriam de um contrato entre a Santa Casa e a UMMES (União dos Municípios da Média Sorocabana), não envolvendo diretamente o caixa da prefeitura.
- Emendas Parlamentares: O secretário garantiu que os recursos destinados por deputados (como Capitão Augusto e Adriana Ventura) estão em contas rendendo juros e aguardam trâmites contábeis para o repasse, previsto para os próximos 20 a 30 dias.
- Dívida da UPA: Sobre a gestão anterior da Unidade de Pronto Atendimento pela Santa Casa, Singolani afirmou que o resíduo devido é de apenas R$ 115 mil, e não os valores sugeridos (R$298 mil).
"A prefeitura está devendo para a Santa Casa? Não. Nós pagamos todo mês a tabela SUS paulista e os recursos para médicos plantonistas estão em ordem", afirmou o secretário.
Cirurgias Eletivas: Dinheiro em conta, falta produção
Um dos pontos mais críticos da entrevista foi a questão das cirurgias eletivas. O secretário revelou que a prefeitura possui R$ 1,35 milhão em conta para este fim, mas que o repasse depende da execução do serviço pela Santa Casa.
De um primeiro repasse de R$ 350 mil, apenas sete cirurgias teriam sido realizadas até o momento. Para acelerar o processo, ficou acordado que o hospital realizará 15 cirurgias por sábado. "O SUS funciona por produção. Se produzir mais cirurgias, eu tenho o dinheiro para mandar", explicou Diego.
O Gargalo da Tabela SUS e o Déficit Estrutural
Singolani defendeu que o déficit de R$ 21 milhões da Santa Casa não é culpa do município, mas sim de um problema estrutural do Governo Federal. Ele destacou que a tabela SUS não é reajustada integralmente há cerca de 20 anos, e que o sistema paga apenas cerca de 60% do custo real dos procedimentos, "glosando" o restante.
Para tentar amenizar o rombo, o secretário mencionou que esteve em São Paulo articulando um aumento no teto financeiro de R$ 250 mil mensais via Governo Federal e mais R$ 200 mil via Tabela SUS Paulista, o que já estaria aprovado e aguardando repasse.
Esclarecimentos sobre falta de medicamentos
Aproveitando a audiência ao vivo, internautas questionaram a falta de medicamentos como a Gliclazida (para diabetes) e a Sertralina. O secretário explicou que os atrasos decorrem de processos burocráticos de licitação.
Cirurgias Eletivas: Dinheiro em conta, falta produção
Um dos pontos mais críticos da entrevista foi a questão das cirurgias eletivas. O secretário revelou que a prefeitura possui R$ 1,35 milhão em conta para este fim, mas que o repasse depende da execução do serviço pela Santa Casa.
De um primeiro repasse de R$ 350 mil, apenas sete cirurgias teriam sido realizadas até o momento. Para acelerar o processo, ficou acordado que o hospital realizará 15 cirurgias por sábado. "O SUS funciona por produção. Se produzir mais cirurgias, eu tenho o dinheiro para mandar", explicou Diego.
O Gargalo da Tabela SUS e o Déficit Estrutural
Singolani defendeu que o déficit de R$ 21 milhões da Santa Casa não é culpa do município, mas sim de um problema estrutural do Governo Federal. Ele destacou que a tabela SUS não é reajustada integralmente há cerca de 20 anos, e que o sistema paga apenas cerca de 60% do custo real dos procedimentos, "glosando" o restante.
Para tentar amenizar o rombo, o secretário mencionou que esteve em São Paulo articulando um aumento no teto financeiro de R$ 250 mil mensais via Governo Federal e mais R$ 200 mil via Tabela SUS Paulista, o que já estaria aprovado e aguardando repasse.
Esclarecimentos sobre falta de medicamentos
Aproveitando a audiência ao vivo, internautas questionaram a falta de medicamentos como a Gliclazida (para diabetes) e a Sertralina. O secretário explicou que os atrasos decorrem de processos burocráticos de licitação.
- Licitações Fracassadas: Quando empresas vencem o pregão, mas se recusam a entregar o produto pelo preço licitado devido à alta do mercado, o processo precisa ser reiniciado.
- Previsão: A Gliclazida, segundo rastreamento da secretaria, deve chegar às farmácias municipais até esta quinta-feira.
- Medex: O município trabalha para implantar, até o meio do ano, uma unidade do Medex (farmácia de alto custo do Estado) dentro da secretaria para facilitar o acesso dos pacientes.
Ao encerrar, o secretário pediu paciência à população e reforçou que a saúde consome 31,5% do orçamento total do município, sendo a prioridade absoluta da gestão, apesar das limitações impostas por legislações federais e estaduais.





