Sueli Feitosa, ex-tesoureira de Santa Cruz do Rio Pardo, passa para o regime domiciliar

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Sueli Feitosa, ex-tesoureira da Prefeitura de Santa Cruz do Rio Pardo, deixou a prisão para cumprir pena em regime domiciliar. A decisão judicial, proferida no último dia 11 de dezembro, baseou-se em questões de saúde da detenta.

A concessão do benefício ocorreu após a realização de uma perícia médica oficial. Laudos técnicos comprovaram que Sueli enfrenta problemas de saúde que justificam a transição do regime fechado para o domiciliar.

Condições da Liberdade Vigiada
De acordo com a determinação da Justiça, a ex-servidora deverá seguir regras rígidas para manter o benefício:
  • Recolhimento integral: Sueli deve permanecer em sua residência durante todo o tempo.
  • Saídas restritas: Autorizações de deslocamento serão concedidas apenas para tratamentos médicos devidamente comprovados.
  • Deveres judiciais: Ela é obrigada a informar qualquer alteração de endereço e deve comparecer ao tribunal sempre que for intimada.
Relembre o Caso: O Desvio Milionário
Sueli Feitosa foi o pivô de um dos maiores escândalos de corrupção da história recente do município. Condenada em fevereiro de 2022, ela foi responsabilizada por desviar recursos públicos de forma sistemática.
  • Frequência: A Justiça contabilizou 2.291 desvios individuais.
  • Valores: O montante desviado originalmente somava R$ 3,76 milhões. No entanto, com a correção monetária aplicada até a data da denúncia, o prejuízo aos cofres públicos saltou para R$ 10,9 milhões.
  • O Esquema: Como responsável pela conciliação bancária das contas mais movimentadas da prefeitura, Sueli manipulava o sistema, inserindo registros de depósitos que, na realidade, nunca chegavam às contas bancárias do município.
Investigação e Lavagem de Dinheiro
O esquema criminoso, que perdurou até o fim de 2016, só veio à tona anos depois. A denúncia do Ministério Público (MP) foi ajuizada em abril de 2020. Além da ex-tesoureira, familiares também foram envolvidos no processo por lavagem de dinheiro e associação criminosa. Segundo o MP, o capital desviado da prefeitura foi utilizado pelo núcleo familiar para a compra de veículos, imóveis e para a abertura de empresas.
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