O Sistema Único de Saúde (SUS) incorporará, a partir de fevereiro de 2024, a Qdenga, uma nova vacina contra a dengue. O anúncio foi feito pelo Ministério da Saúde na quinta-feira, 21, marcando a inclusão no Programa Nacional de Imunizações (PNI). A Qdenga, desenvolvida pelo laboratório japonês Takeda Pharma, é a primeira vacina contra a dengue a ser oferecida no sistema público de saúde, embora já exista outra vacina aprovada para uso no país.
A vacina, registrada como TAK-003, contém vírus vivos atenuados da dengue, induzindo respostas imunológicas contra os quatro sorotipos do vírus. A faixa etária indicada para a vacinação vai de 4 a 60 anos, sem estudos realizados para avaliar a eficácia em pessoas com mais de 60 anos. A Qdenga é liberada tanto para quem já teve dengue quanto para quem nunca foi infectado, sendo a primeira vacina no país para pessoas sem histórico do vírus.
A vacinação com a Qdenga começará em fevereiro, com o SUS oferecendo 6,2 milhões de doses ao longo de 2024. O esquema de duas doses, com intervalo de três meses, permitirá a imunização de cerca de 3,1 milhões de pessoas no próximo ano. As doses serão destinadas a públicos e regiões prioritárias, seguindo um calendário de entrega da fabricante, Takeda Pharma.
Em relação aos efeitos colaterais, estudos clínicos mostraram reações leves a moderadas, como dor no local da injeção, dor de cabeça, dor muscular, vermelhidão no local de injeção, mal-estar, fraqueza e febre. As reações são menos frequentes após a segunda dose.
A Qdenga se diferencia da Dengvaxia, a única vacina contra a dengue disponível até então no Brasil, fabricada pela Sanofi Pasteur. A Qdenga é recomendada para quem nunca teve dengue, tem faixa etária mais ampla (4 a 60 anos) e requer apenas duas doses, enquanto a Dengvaxia é indicada para quem já foi infectado, tem faixa etária de 9 a 45 anos e necessita de três doses. Ambas apresentam semelhanças em seu modo de ação e possíveis efeitos pós-aplicação.
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