De acordo com Eliel Pacheco, o advogado do suspeito, o que levou a Justiça a tomar a decisão de libertar seu cliente é que ele não possui antecedentes criminais, tem residência fixa e emprego estável, por ser engenheiro eletrônico.
Além disso, o advogado de Cyro de Aguiar disse que a Justiça entendeu que ainda há dúvidas sobre as circunstâncias do crime.
A defesa do suspeito sustenta que a vítima é quem estaria armada, que teria invadido a casa, e feito um disparo contra Cyro. Após luta corporal, o suspeito conseguiu tomar a arma e fez o disparo.
Contudo, a esposa da vítima afirmou, em depoimento à polícia, que seu marido foi até o imóvel para ver as metragens e, ao entrar no imóvel, acabou sendo ameaçado e atingido por disparos feitos pelo ex-proprietário.
O advogado do idoso explica que ele não poderá se mudar de endereço, nem viajar e terá de comparecer ao Fórum a cada pedido da Justiça.
Segundo o boletim de ocorrência, além da arma de fogo usada no crime, um revólver calibre 32, policiais encontraram e apreenderam outro revólver no imóvel. A origem da arma usada no crime está sob investigação, segundo a Polícia Civil.
O delegado Marcílio César Frederici de Mello, que comanda as investigações, disse que a Polícia Civil aguarda laudos periciais, entre eles o de corpo de delito e residuográfico, para determinar a dinâmica do crime. Ele disse ainda que a arma usada no crime não possui registro.
Em nota, o Tribunal de Justiça (TJ) informou que foi concedida a liberdade provisória, com a aplicação de medidas cautelares, como o comparecimento mensal em juízo e a proibição de viajar ou mudar da cidade, sem autorização judicial.
Fonte G1



