Suspeito de matar ex-campeão de fisiculturismo dentro de academia na região é morto em confronto com a polícia

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A Polícia Civil de Botucatu (SP) avançou nas investigações do assassinato do ex-campeão brasileiro de fisiculturismo, Eustácio Batista Dias, ocorrido em uma academia da cidade em 17 de outubro. Nesta terça-feira, 31, um dos suspeitos foi morto após uma troca de tiros com a polícia na Bahia.

O suspeito abatido foi identificado como Diego Ferreira Alves, de 33 anos, que estava sozinho em um dos veículos usados no crime. O outro suspeito, cuja identidade não foi revelada, ainda não foi localizado. De acordo com o delegado seccional de Botucatu, Lourenço Talamonte, os responsáveis pelo homicídio viajaram da Bahia até São Paulo em dois carros.

A dupla seguiu a vítima até a academia e a executou com diversos disparos. Após o crime, um dos veículos foi abandonado e encontrado pela polícia três dias depois. No interior do veículo, registrado em Minas Gerais, foi encontrada a camisa usada por um dos suspeitos no assassinato.

A Polícia Militar da Bahia foi informada da presença do segundo veículo e montou um cerco na BR-101. Houve uma tentativa de abordagem, mas o motorista fugiu e, após uma perseguição, entrou em uma estrada vicinal, onde trocou tiros com a polícia e foi morto. Seu carro e a arma utilizada foram apreendidos.

Polícia identifica carro utilizado por suspeitos de executar fisiculturista em academia de Botucatu (SP) — Foto: Divulgação/Polícia Civil

Os dois suspeitos, assim como a vítima, eram naturais da Bahia. Eustácio Batista Dias, campeão nacional de fisiculturismo na categoria Men’s Physique Júnior em 2018, foi morto a tiros por dois homens enquanto treinava na academia. Câmeras de segurança registraram o momento em que os criminosos armados invadiram o local e o executaram.

Arma utilizada pelo suspeito de matar o fisiculturista em Botucatu foi apreendida após a troca de tiros com a PM na Bahia — Foto: Polícia Militar da Bahia / Divulgação

As investigações apontam que o fisiculturista havia sido preso duas vezes por tráfico de drogas e teria se mudado para São Paulo após ameaças de morte na Bahia. A polícia investiga se o crime está relacionado a dívidas ligadas ao tráfico de drogas. Até o momento, duas pessoas foram ouvidas pela polícia, mas ninguém foi preso.