Na noite desta quarta-feira, 26, o aplicativo de mensagens Telegram ficou indisponível no Brasil após uma ordem judicial para as operadoras Vivo, Claro, Tim e Oi, além das lojas de aplicativos Google e Apple, que foram instruídas a bloquear o aplicativo. A decisão foi tomada porque o Telegram não entregou todos os dados de grupos neonazistas que estão sob investigação da Polícia Federal.
A Polícia Federal solicitou ao Telegram informações sobre integrantes de grupos que estariam incentivando atos violentos em escolas, incluindo grupos neonazistas. O pedido foi aceito pela Justiça Federal do Espírito Santo no dia 19 de abril. O aplicativo chegou a entregar parte dos dados na sexta-feira (21), mas não forneceu números de telefone dos participantes de um grupo com conteúdo nazista. Com o descumprimento da ordem, a Justiça aumentou a multa ao Telegram de R$ 100 mil para R$ 1 milhão por dia de recusa em fornecer as informações.
Nas redes sociais, diversos usuários relataram problemas com o aplicativo, intensificando-se após as 21h30 (horário de Brasília) da quarta-feira. O site Downdetector, que monitora o funcionamento de serviços na internet, registrou um pico de notificações sobre o aplicativo no mesmo horário.
Esta não é a primeira vez que o Telegram enfrenta uma ordem de bloqueio no Brasil. Em 2022, o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou a suspensão após pedido da Polícia Federal, que alegou que o aplicativo não havia fornecido dados de investigados por propagar discurso de ódio. Dois dias depois, Moraes revogou a ordem de bloqueio, alegando que o aplicativo havia cumprido as determinações judiciais.
Até o momento, o Telegram não se pronunciou sobre a decisão judicial que suspendeu seu funcionamento no Brasil.
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