Tenente-coronel da PM de RO é exonerado de cargo no governo após prisão com 300 ampolas de tirzepatida

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O governador de Rondônia, Coronel Marcos Rocha (PSD), exonerou o tenente-coronel da Polícia Militar de Rondônia (PM-RO), Davi Machado de Alencar, do cargo de diretor executivo da Secretaria de Estado de Patrimônio e Regularização Fundiária (Sepat). As informações são do g1.

A exoneração acontece três dias depois do militar ter sido preso no Paraná, flagrado com mais de 300 ampolas de medicamentos emagrecedores irregulares. O g1 questionou ao governo se o afastamento tem relação com a prisão, uma vez que o documento não especifica o motivo, mas não obteve resposta até a última atualização desta reportagem.
 
A decisão foi publicada no Diário Oficial da terça-feira (5) e se aplica apenas ao cargo comissionado (CDS) exercido no Centro Político Administrativo do estado, de modo que Davi Machado de Alencar permanece no posto de tenente-coronel da Polícia Militar.

De acordo com a folha de pagamento disponível no Portal da Transparência, a remuneração bruta dele como tenente-coronel é de cerca de R$ 31 mil; com a gratificação do cargo CDS, que acrescentava aproximadamente R$ 13 mil, o total chegava a mais de R$ 45 mil.

O tenente-coronel tem 46 anos e foi admitido na Polícia Militar de Rondônia em dezembro de 2011.

O g1 questionou ao governo de Rondônia se a Polícia Militar foi oficialmente notificada sobre a prisão do militar e se alguma investigação foi aberta, mas não recebeu resposta até a última atualização desta reportagem.

A prisão
Davi Machado de Alencar, tenente-coronel da Polícia Militar de Rondônia (PM-RO), foi preso em flagrante ao tentar entrar no Brasil com mais de 300 ampolas de medicamentos emagrecedores, na Ponte Internacional da Amizade, em Foz do Iguaçu, no Oeste do Paraná.

De acordo com a Receita Federal, Davi Machado adquiriu os medicamentos no Paraguai e transportava as ampolas de tirzepatida de forma irregular, o que configura crime. Ele pagou fiança de R$ 30 mil e foi liberado na noite de sábado (2).

O que diz o governo e PM?
A Sepat emitiu uma nota informando que o militar não estava em agenda oficial quando foi autuado e sua viagem não tinha qualquer vínculo com as atividades institucionais do governo de Rondônia.

A Polícia Militar (PM) informou que deve adotar todas as medidas legais cabíveis quando for formalmente notificada sobre o caso.

A corporação também informou que "não compactua com quaisquer condutas que contrariem os preceitos legais e disciplinares" e que sua "atuação é pautada nos princípios éticos e nos valores institucionais ensinados na caserna".

A Sepat apontou que o militar "sempre desempenhou suas funções como diretor executivo da Sepat com competência, responsabilidade e compromisso com o serviço público".