Tragédia no Paraná: duas crianças são encontradas mortas dentro de carro próximo à ponte do Rio das Cinzas, entre Bandeirantes e Itambaracá

Em entrevista à Rádio Yara, delegado revelou que a mulher teria enviado áudios a familiares antes do crime e que havia uma disputa judicial pela guarda das crianças. Menino tinha 5 anos e menina aproximadamente 1 ano.
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 A tragédia envolvendo duas crianças encontradas mortas na manhã desta quarta-feira (4 de novembro), nas proximidades da ponte sobre o Rio das Cinzas, entre Bandeirantes e Itambaracá, no Norte Pioneiro do Paraná, ganhou novos detalhes após uma entrevista concedida pelo delegado Denner, da Polícia Civil, à reportagem da Rádio Yara FM, que esteve no local da ocorrência.

Segundo o delegado, as vítimas são um menino de 5 anos e uma menina de aproximadamente 1 ano de idade. As duas crianças foram encontradas sem vida nas proximidades de um automóvel Hyundai HB20 vermelho.

A principal linha de investigação da Polícia Civil aponta para a possibilidade de que a própria mãe das crianças tenha cometido os dois homicídios e, posteriormente, atentado contra a própria vida, possivelmente se jogando no Rio das Cinzas.

A mulher, moradora de Arapongas (PR), ainda não havia sido localizada até o momento da entrevista. Equipes do Corpo de Bombeiros realizavam buscas nas margens e nas águas do rio.

Mãe teria enviado áudios a familiares antes da tragédia
 
Durante a entrevista à Rádio Yara, o delegado Denner revelou que a Polícia Civil recebeu informações sobre mensagens de áudio que teriam sido enviadas pela mãe das crianças antes da ocorrência.

Segundo ele, os áudios indicariam que a mulher pretendia tirar a própria vida.

"Aparentemente, as informações iniciais que a gente tem é que a mãe teria cometido suicídio. Teria enviado alguns áudios anunciando que ia fazer isso, e até agora a gente não conseguiu localizar a mãe", explicou o delegado.

A autoridade policial informou que existem diversos áudios que ainda precisarão ser analisados pela equipe de investigação.

O conteúdo dessas mensagens poderá ajudar a esclarecer o que aconteceu e se houve alguma motivação relacionada aos acontecimentos anteriores à tragédia.

A suspeita de que a mãe tenha cometido os homicídios e posteriormente tirado a própria vida ainda não foi confirmada. A mulher permanece desaparecida, e a investigação está em andamento.

Polícia investiga possível disputa judicial pela guarda das crianças
Outro detalhe revelado pelo delegado é que os primeiros levantamentos apontam para a existência de desentendimentos familiares envolvendo a guarda judicial das crianças.

Segundo Denner, os pais eram separados e haveria uma disputa relacionada à guarda dos filhos.

A mãe residia em Arapongas, enquanto a família paterna possui vínculos com Itambaracá e Andirá, municípios do Norte Pioneiro.

O delegado ressaltou, entretanto, que ainda não existem elementos concretos que permitam estabelecer a motivação das mortes.

"No momento, nós não temos informações acerca da motivação do crime", afirmou.

A Polícia Civil deverá analisar as mensagens enviadas pela mulher, ouvir familiares e reunir outras informações para esclarecer as circunstâncias da ocorrência.

A existência de uma disputa familiar é, neste momento, apenas um dos elementos investigados e não permite concluir o que teria motivado as mortes.

Corpo de Bombeiros realiza buscas no Rio das Cinzas
Enquanto a Polícia Civil investiga as mortes das crianças, equipes do Corpo de Bombeiros trabalham para localizar a mãe, diante da hipótese de que ela tenha entrado nas águas do Rio das Cinzas.

Segundo o delegado, as buscas começaram com uma varredura visual e a pé pelas margens do rio.

Posteriormente, estava prevista a utilização de uma embarcação para ampliar a área de procura.
 
A operação exige atenção especial devido à forte correnteza do Rio das Cinzas, que pode dificultar os trabalhos e deslocar uma pessoa para pontos distantes do local onde teria entrado na água.

O delegado explicou que, caso a hipótese de suicídio se confirme, as condições do rio poderão dificultar a localização.

Até a atualização divulgada pela Rádio Yara, não havia confirmação de que a mulher tivesse sido encontrada.

Polícia Científica vai determinar as causas das mortes
As duas crianças já haviam sido identificadas pelas autoridades, conforme informou o delegado.

A Polícia Científica do Paraná foi acionada para realizar a perícia no local e os exames necessários para esclarecer as causas das mortes.

Os corpos deverão passar por exames médico-legais, que poderão identificar a natureza das lesões e auxiliar na reconstrução dos acontecimentos.

Embora informações preliminares apontem que as crianças apresentavam sinais de violência, a causa exata das mortes ainda depende dos resultados periciais.

Entenda como a tragédia foi descoberta
Conforme o Passando a Régua noticiou anteriormente, com base nas primeiras informações divulgadas pelo comunicador Cleverson Rodrigues, um Hyundai HB20 vermelho, com placas no padrão Mercosul, foi encontrado nas proximidades da ponte que liga Bandeirantes a Itambaracá.

Um familiar teria localizado o automóvel com as duas crianças em seu interior.

Na divulgação inicial, a idade do menino havia sido estimada em aproximadamente 7 anos. Entretanto, a informação foi atualizada pelo delegado Denner, que confirmou à Rádio Yara que o menino tinha 5 anos. A menina tinha aproximadamente 1 ano.

O veículo pertenceria à mãe das vítimas, que teria saído de Arapongas em direção à região onde a tragédia foi registrada.

A ocorrência mobilizou equipes policiais, bombeiros e profissionais da perícia.

Investigação continua e novas informações são aguardadas
A Polícia Civil trabalha para esclarecer a sequência dos acontecimentos, a autoria das mortes e a possível relação entre o caso e os conflitos familiares mencionados nos primeiros levantamentos.

A análise dos áudios atribuídos à mãe, os depoimentos de familiares e os resultados da perícia serão fundamentais para o andamento da investigação.

Até o momento, a mãe é apontada como principal suspeita, mas sua participação nas mortes ainda não foi comprovada, assim como não há confirmação de que tenha tirado a própria vida.
 
A tragédia provoca profunda comoção na região, especialmente pela idade das vítimas.

O Passando a Régua acompanha os desdobramentos do caso e trará novas informações conforme forem confirmadas pelas autoridades.

Fonte: Rádio Yara FM — entrevista com o delegado Denner, da Polícia Civil do Paraná; informações iniciais divulgadas por Cleverson Rodrigues.
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