A Polícia Civil prendeu preventivamente o treinador investigado por suspeita de abusos sexuais contra menores, nesta quarta-feira, 7, em Piraju (SP). Segundo a corporação, ele foi localizado em sua residência. As informações são do g1.
Ao g1, o delegado responsável pelo caso, Gean Lucas Marcon Batista, informou que a prisão preventiva foi resultado das investigações por estupro de vulnerável. O investigado deve passar por audiência de custódia nesta quinta-feira (8) e, em seguida, ser encaminhado a uma unidade prisional.
Ainda segundo o delegado, foram encontrados elementos referentes a um dos casos. Os outros seguem sendo investigados. Apesar da prisão preventiva, o policial afirmou que segue à disposição para receber outros relatos de vítimas.
Um mandado de prisão preventiva foi emitido pela Justiça de Piraju na tarde de quarta-feira (7). Em nota à reportagem, o Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo informou que a prisão ocorreu devido ao cumprimento de um mandado.
As investigações da Polícia Civil começaram após um grupo de pessoas registrar um boletim de ocorrência contra ele. A identidade do investigado não foi divulgada para preservar as vítimas menores de idade.
Investigação
Em janeiro deste ano, a polícia informou que investigava o treinador de futebol por suspeita de pedofilia. Na época, a corporação apontou que ao menos quatro denunciantes relataram situações semelhantes às autoridades.
Os casos teriam ocorrido em períodos distintos, sendo o primeiro em 1998 e o mais recente em 2024. À época dos fatos, as vítimas tinham entre 7 e 13 anos e eram todas do sexo masculino.
O investigado também é proprietário de uma escola de futebol.
Em um dos registros, datado de 2024, consta que a vítima, ainda menor de idade, procurou o Conselho Tutelar para denunciar o caso e precisou de atendimento especializado no Centro de Referência de Assistência Social (Cras). Segundo o relato, os abusos teriam ocorrido durante uma aula de educação física.
"[A mãe] passou a perceber alterações no comportamento do filho, o qual se recusou a participar dos treinos de futebol, atividade que praticava desde o início do ensino fundamental. Informa, ainda, que o menor passou a apresentar episódios de revolta, os quais se intensificaram até o dia em que o próprio decidiu procurar o Conselho Tutelar", diz o registro.
Em outro boletim de ocorrência, de 2005, foi relatado que o professor costumava abordar os alunos durante os treinamentos e os convidava a ir até a sua casa. Nesse caso, os abusos teriam ocorrido mais de uma vez contra a mesma vítima.
Por meio de nota à reportagem, a Prefeitura de Piraju informou que o homem atuava na rede pública desde 1992 e, que, recentemente, exercia o cargo de monitor de esportes. Em razão das denúncias, ele foi afastado das funções e dois processos administrativos haviam sido instaurados contra o suspeito.
Ainda na data, o g1 procurou o treinador para um posicionamento e, em resposta, ele publicou um vídeo de esclarecimento nas redes sociais. “Recentemente fiquei sabendo de diversas acusações com relação à minha pessoa. Eu sou uma pessoa de família. Jamais na minha vida eu cometeria algo dessa natureza, principalmente com crianças”, disse.
No registro, ele reforçou que atualmente é casado e tem dois filhos adolescentes, e que vai provar a sua inocência. “Eu sempre tive um carinho e respeito por todas as crianças. Todas as acusações estão me deixando muito triste, eu já fui agredido fisicamente. Jamais eu, professor, todos me conhecem, sabem da minha idoneidade. Essas acusações são infundadas e eu vou provar minha inocência durante essas investigações”.
Mandado de busca e apreensão
Em 11 de fevereiro deste ano, a Polícia Civil divulgou o cumprimento de um mandado de busca e apreensão na casa do treinador. A ação aconteceu em 30 de janeiro.
Nas ações, foram apreendidos aparelhos eletrônicos, que, atualmente, passam por perícia para identificar possíveis provas dos crimes.
Afastamento e demissão
No dia 6 de junho, a Prefeitura de Piraju havia determinado o afastamento cautelar do investigado por suspeita de pedofilia. A decisão foi publicada no Diário Oficial do município na época.
Dois meses depois, em 12 de agosto, o suspeito foi demitido de suas funções na administração pública municipal. Ao g1, a prefeitura informou que a ação ocorreu após os processos administrativos instaurados, a partir das denúncias apresentadas por pais e alunos contra o investigado.
Ao g1, o delegado responsável pelo caso, Gean Lucas Marcon Batista, informou que a prisão preventiva foi resultado das investigações por estupro de vulnerável. O investigado deve passar por audiência de custódia nesta quinta-feira (8) e, em seguida, ser encaminhado a uma unidade prisional.
Ainda segundo o delegado, foram encontrados elementos referentes a um dos casos. Os outros seguem sendo investigados. Apesar da prisão preventiva, o policial afirmou que segue à disposição para receber outros relatos de vítimas.
Um mandado de prisão preventiva foi emitido pela Justiça de Piraju na tarde de quarta-feira (7). Em nota à reportagem, o Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo informou que a prisão ocorreu devido ao cumprimento de um mandado.
As investigações da Polícia Civil começaram após um grupo de pessoas registrar um boletim de ocorrência contra ele. A identidade do investigado não foi divulgada para preservar as vítimas menores de idade.
Investigação
Em janeiro deste ano, a polícia informou que investigava o treinador de futebol por suspeita de pedofilia. Na época, a corporação apontou que ao menos quatro denunciantes relataram situações semelhantes às autoridades.
Os casos teriam ocorrido em períodos distintos, sendo o primeiro em 1998 e o mais recente em 2024. À época dos fatos, as vítimas tinham entre 7 e 13 anos e eram todas do sexo masculino.
O investigado também é proprietário de uma escola de futebol.
Em um dos registros, datado de 2024, consta que a vítima, ainda menor de idade, procurou o Conselho Tutelar para denunciar o caso e precisou de atendimento especializado no Centro de Referência de Assistência Social (Cras). Segundo o relato, os abusos teriam ocorrido durante uma aula de educação física.
"[A mãe] passou a perceber alterações no comportamento do filho, o qual se recusou a participar dos treinos de futebol, atividade que praticava desde o início do ensino fundamental. Informa, ainda, que o menor passou a apresentar episódios de revolta, os quais se intensificaram até o dia em que o próprio decidiu procurar o Conselho Tutelar", diz o registro.
Em outro boletim de ocorrência, de 2005, foi relatado que o professor costumava abordar os alunos durante os treinamentos e os convidava a ir até a sua casa. Nesse caso, os abusos teriam ocorrido mais de uma vez contra a mesma vítima.
Por meio de nota à reportagem, a Prefeitura de Piraju informou que o homem atuava na rede pública desde 1992 e, que, recentemente, exercia o cargo de monitor de esportes. Em razão das denúncias, ele foi afastado das funções e dois processos administrativos haviam sido instaurados contra o suspeito.
Ainda na data, o g1 procurou o treinador para um posicionamento e, em resposta, ele publicou um vídeo de esclarecimento nas redes sociais. “Recentemente fiquei sabendo de diversas acusações com relação à minha pessoa. Eu sou uma pessoa de família. Jamais na minha vida eu cometeria algo dessa natureza, principalmente com crianças”, disse.
No registro, ele reforçou que atualmente é casado e tem dois filhos adolescentes, e que vai provar a sua inocência. “Eu sempre tive um carinho e respeito por todas as crianças. Todas as acusações estão me deixando muito triste, eu já fui agredido fisicamente. Jamais eu, professor, todos me conhecem, sabem da minha idoneidade. Essas acusações são infundadas e eu vou provar minha inocência durante essas investigações”.
Mandado de busca e apreensão
Em 11 de fevereiro deste ano, a Polícia Civil divulgou o cumprimento de um mandado de busca e apreensão na casa do treinador. A ação aconteceu em 30 de janeiro.
Nas ações, foram apreendidos aparelhos eletrônicos, que, atualmente, passam por perícia para identificar possíveis provas dos crimes.
Afastamento e demissão
No dia 6 de junho, a Prefeitura de Piraju havia determinado o afastamento cautelar do investigado por suspeita de pedofilia. A decisão foi publicada no Diário Oficial do município na época.
Dois meses depois, em 12 de agosto, o suspeito foi demitido de suas funções na administração pública municipal. Ao g1, a prefeitura informou que a ação ocorreu após os processos administrativos instaurados, a partir das denúncias apresentadas por pais e alunos contra o investigado.
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