Três homens são presos em Ourinhos após sequência de furtos a residência e vidraçaria

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Três homens foram presos na noite desta sexta-feira, 30, em Ourinhos, acusados de furto a residência, furto a estabelecimento comercial e receptação. As prisões ocorreram após uma sequência de crimes registrados nos dias 29 e 30 de janeiro de 2026, envolvendo uma casa e uma vidraçaria localizadas na mesma região da cidade.

Foram detidos o funileiro Antonio J. de S. F., de 56 anos, Renato N., de 37, e Guilherme F. de O., de 25 anos. As vítimas são um aposentado de 58 anos, identificado como F., e um comerciante de 44 anos, proprietário da vidraçaria Martins Boxes.

De acordo com o boletim de ocorrência, no dia 29 de janeiro, a residência de F. e a vidraçaria de R. M. foram alvo de furtos. Na casa, foram levadas panelas e uma tábua de corte. Já na vidraçaria, houve arrombamento, mas, como o sistema de câmeras estava inoperante naquele momento, não foi possível registrar imagens. O equipamento foi consertado ainda no mesmo dia.

Na madrugada do dia 30, por volta das 3h, novos furtos ocorreram nos dois locais. Na vidraçaria, dois indivíduos foram flagrados pelas câmeras de segurança furtando sucatas de alumínio, avaliadas em cerca de R$ 100, e uma policorte, estimada em R$ 500. Na residência de F., foram subtraídas duas torneiras e um suporte de alumínio de janela, causando prejuízo aproximado de R$ 340.
Pela manhã, ao perceber sinais de violação em sua casa, F. entrou em contato com o vizinho R., que confirmou o novo furto na vidraçaria e repassou as imagens à vítima. Como o filho de F. é policial militar, o material foi rapidamente compartilhado em grupos internos e de WhatsApp, mobilizando equipes da Polícia Militar ao longo do dia.

À noite, durante patrulhamento pela Rua Cássio Cianpoline, policiais reconheceram Renato Nascimento como um dos indivíduos que apareciam nas imagens. Ele foi abordado e confessou participação no furto do dia 30, indicando Guilherme como comparsa. Em diligência contínua, Guilherme foi localizado e também confessou ter participado dos crimes.

Segundo os depoimentos, parte dos objetos furtados no dia 29 — panelas e uma tábua de corte — foi vendida a Antonio pelo valor de R$ 150. Antonio admitiu ter comprado os itens, mesmo suspeitando da procedência, o que configurou o crime de receptação. Os objetos referentes ao furto do dia 30 não foram recuperados.

Diante das provas reunidas — imagens de segurança, reconhecimentos pelas vítimas e confissões —, Renato e Guilherme foram autuados por furto qualificado pelo concurso de pessoas, enquanto Antonio foi autuado por receptação simples. Renato e Guilherme permaneceram presos à disposição da Justiça. Já Antonio teve fiança arbitrada em R$ 1.500, valor que foi pago, e responderá ao processo em liberdade.

A Polícia segue com as diligências para tentar localizar os bens furtados na madrugada do dia 30.