Tribunal do Júri condena réus pelo homicídio do sobrinho do prefeito de Marília; penas somam quase 100 anos

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Quatro réus foram condenados pelo Tribunal do Júri de Marília (SP) (90 km de Ourinhos) pelo assassinato de Dirceu Hilário Ortega Alonso, conhecido como Neto Alonso, sobrinho do prefeito da cidade, Daniel Alonso (sem partido). A sessão terminou na madrugada desta quinta-feira, 27, e os condenados podem recorrer da decisão, mas permanecem presos.

Fernando Henrique Klem Carneiro, que era o único em liberdade, foi condenado a 21 anos pelo homicídio e absolvido da acusação de ocultação de cadáver. Ele foi preso no próprio plenário. Já Edson Alves dos Santos e Bryan Bruno Santos foram condenados a 25 anos por ambos os crimes, enquanto Vitória Beatriz Pereira de Souza recebeu uma sentença de 22 anos por homicídio e ocultação de cadáver. Os três já estavam presos.

De acordo com a Polícia Civil, Neto Alonso era usuário de cocaína e teria recebido drogas de Fernando Henrique Klem Carneiro para vender, mas teria consumido os entorpecentes. O homicídio teria sido motivado por uma dívida de drogas e, segundo despacho do juiz responsável, uma das qualificadoras do crime é por motivo torpe.

Os acusados, com exceção de Edson Alves dos Santos que estava foragido, foram presos em fevereiro e março de 2019. O corpo de Neto Alonso, em estado avançado de decomposição, foi encontrado no dia 12 de janeiro do mesmo ano em um penhasco de difícil acesso. Um laudo confirmou que a vítima sofreu traumatismo craniano e múltiplas fraturas na face.

O prefeito Daniel Alonso divulgou uma nota na época, lamentando o ocorrido e classificando-o como uma grande tragédia para a família. O caso está em segredo de Justiça, mas alguns detalhes sobre a denúncia constam em publicação no Diário Oficial da Justiça do Estado em que foi agendada a data do Tribunal do Júri.