A Polícia Militar prendeu, na tarde desta quarta-feira, 4, três suspeitos de envolvimento no homicídio de Júnio Aparecido de Oliveira, de 42 anos, ocorrido durante a madrugada no município de Ourinhos (SP). Foram detidos Tiago Pereira da Silva, de 40 anos, Diovani Henrique Leonel dos Santos, de 20 anos, e o adolescente J. V. L. I., de 17 anos, apontados como autores do crime. Junio foi sepultado nesta quinta-feira, 5, em Jacarezinho, no norte do Paraná.
Crime ocorreu após desentendimento e vítima foi esfaqueada
De acordo com as investigações, o homicídio teria sido motivado por um desentendimento ocorrido em um bar, que evoluiu para uma briga envolvendo a vítima e os três suspeitos. A agressão inicial aconteceu na região da Vila Musa, onde Júnio teria sido atacado com golpes de arma branca na Rua Constituição.
Mesmo ferido, o homem ainda percorreu uma certa distância, deixando um rastro contínuo de sangue pelas vias públicas. O corpo foi encontrado por volta das 4h da madrugada, já sem vida, na Rua São José, nº 165, na Vila São Francisco.
A Polícia Militar preservou o local e acionou a Polícia Civil e a perícia técnica por meio do Sistema de Acionamento Eletrônico de Perícias (SAEP). Júnio foi localizado em decúbito dorsal, vestindo camiseta de manga longa, calça jeans e tênis. O exame pericial constatou uma lesão perfurocortante no lado esquerdo do tórax, na região das costelas, outra nas costas, na parte superior esquerda, além de ferimentos nos dedos da mão direita, possivelmente decorrentes de tentativa de defesa.
Vestígios e armas foram encontrados durante perícia
Durante a análise do local e do trajeto percorrido pela vítima, os peritos identificaram um rastro de sangue desde a Rua Constituição até o ponto onde o corpo foi localizado, indicando que o homem caminhou ferido por vários metros antes de morrer.
Ao longo desse percurso, os policiais encontraram um cabo preto quebrado, possivelmente pertencente a uma faca ou punhal utilizado no crime. Também foram localizadas manchas de sangue no interior de uma cerâmica abandonada nas proximidades, o que pode indicar a rota de fuga dos autores. O objeto foi recolhido para análise pericial.
Em diligências realizadas na residência de um dos investigados, os policiais encontraram, na calçada, uma bainha compatível com arma branca e, no quintal, um machado com aparente presença de sangue. Posteriormente, em nova vistoria no imóvel, localizado na Rua Liberdade, na Vila Odilon, também foram apreendidos um facão e uma faca, ambos preservados para exames periciais.
A companheira da vítima, Lígia R. de S. M., inicialmente recusou-se a prestar depoimento devido ao forte abalo emocional e por apresentar sinais de ingestão de bebida alcoólica. Ainda assim, confirmou que Júnio teria sido atacado por três indivíduos. Posteriormente, em depoimento prestado no Centro POP, ela reconheceu o facão e a faca apreendidos como sendo as armas utilizadas no crime. Lígia também relatou que teve seu telefone celular subtraído durante os fatos, aparelho que foi posteriormente localizado e apreendido pela polícia.
Suspeitos foram localizados escondidos às margens do rio
Logo após o crime, a Polícia Civil e a Polícia Militar iniciaram diligências ininterruptas para localizar os suspeitos. Inicialmente, Tiago não foi encontrado em sua residência, e familiares informaram que ele havia saído para pescar na tarde anterior, acompanhado do adolescente e de um colega.
Na manhã do mesmo dia, a mãe do adolescente e também mãe de Diovani, entrou em contato com a Polícia Militar e informou o paradeiro dos suspeitos. Eles foram localizados nas proximidades do Clube Balneário Diacuí, às margens do Rio Paranapanema, onde estariam escondidos.
Durante a abordagem, os três foram conduzidos à Delegacia de Investigações Gerais (DIG) de Ourinhos. A mãe dos dois jovens também entregou aos policiais uma faca sem cabo, possivelmente relacionada ao crime, que foi apreendida e incorporada às provas.
Segundo informações apuradas durante a abordagem, o adolescente de 17 anos teria assumido a autoria dos golpes de faca que atingiram a vítima. As circunstâncias e a participação individual de cada suspeito, no entanto, ainda estão sendo detalhadas pela Polícia Civil.
Prisões em flagrante e continuidade das investigações
Diante dos elementos reunidos, a autoridade policial determinou a lavratura do Auto de Prisão em Flagrante contra Tiago Pereira da Silva e Diovani Henrique Leonel dos Santos, por homicídio qualificado, previsto no artigo 121, §2º, incisos I e IV, do Código Penal, que trata de crime cometido por motivo torpe e mediante recurso que dificultou a defesa da vítima.
O adolescente foi apreendido por ato infracional análogo ao mesmo crime, conforme previsto no Estatuto da Criança e do Adolescente.
Todos os envolvidos estavam acompanhados por advogado durante os procedimentos na delegacia, e o adolescente também contou com a presença da mãe.
Os dois adultos permanecem custodiados em uma das celas da Central de Polícia Judiciária de Ourinhos, onde aguardam audiência de custódia. Já o adolescente foi mantido provisoriamente em cela separada, conforme determina a legislação.
A Polícia Civil segue com as investigações para esclarecer completamente a dinâmica do crime, incluindo a motivação, a participação de cada envolvido e a análise dos materiais apreendidos, que serão submetidos a exames periciais e necroscópicos.
Resumo do Caso
Crime ocorreu após desentendimento e vítima foi esfaqueada
De acordo com as investigações, o homicídio teria sido motivado por um desentendimento ocorrido em um bar, que evoluiu para uma briga envolvendo a vítima e os três suspeitos. A agressão inicial aconteceu na região da Vila Musa, onde Júnio teria sido atacado com golpes de arma branca na Rua Constituição.
Mesmo ferido, o homem ainda percorreu uma certa distância, deixando um rastro contínuo de sangue pelas vias públicas. O corpo foi encontrado por volta das 4h da madrugada, já sem vida, na Rua São José, nº 165, na Vila São Francisco.
A Polícia Militar preservou o local e acionou a Polícia Civil e a perícia técnica por meio do Sistema de Acionamento Eletrônico de Perícias (SAEP). Júnio foi localizado em decúbito dorsal, vestindo camiseta de manga longa, calça jeans e tênis. O exame pericial constatou uma lesão perfurocortante no lado esquerdo do tórax, na região das costelas, outra nas costas, na parte superior esquerda, além de ferimentos nos dedos da mão direita, possivelmente decorrentes de tentativa de defesa.
Vestígios e armas foram encontrados durante perícia
Durante a análise do local e do trajeto percorrido pela vítima, os peritos identificaram um rastro de sangue desde a Rua Constituição até o ponto onde o corpo foi localizado, indicando que o homem caminhou ferido por vários metros antes de morrer.
Ao longo desse percurso, os policiais encontraram um cabo preto quebrado, possivelmente pertencente a uma faca ou punhal utilizado no crime. Também foram localizadas manchas de sangue no interior de uma cerâmica abandonada nas proximidades, o que pode indicar a rota de fuga dos autores. O objeto foi recolhido para análise pericial.
Em diligências realizadas na residência de um dos investigados, os policiais encontraram, na calçada, uma bainha compatível com arma branca e, no quintal, um machado com aparente presença de sangue. Posteriormente, em nova vistoria no imóvel, localizado na Rua Liberdade, na Vila Odilon, também foram apreendidos um facão e uma faca, ambos preservados para exames periciais.
A companheira da vítima, Lígia R. de S. M., inicialmente recusou-se a prestar depoimento devido ao forte abalo emocional e por apresentar sinais de ingestão de bebida alcoólica. Ainda assim, confirmou que Júnio teria sido atacado por três indivíduos. Posteriormente, em depoimento prestado no Centro POP, ela reconheceu o facão e a faca apreendidos como sendo as armas utilizadas no crime. Lígia também relatou que teve seu telefone celular subtraído durante os fatos, aparelho que foi posteriormente localizado e apreendido pela polícia.
Suspeitos foram localizados escondidos às margens do rio
Logo após o crime, a Polícia Civil e a Polícia Militar iniciaram diligências ininterruptas para localizar os suspeitos. Inicialmente, Tiago não foi encontrado em sua residência, e familiares informaram que ele havia saído para pescar na tarde anterior, acompanhado do adolescente e de um colega.
Na manhã do mesmo dia, a mãe do adolescente e também mãe de Diovani, entrou em contato com a Polícia Militar e informou o paradeiro dos suspeitos. Eles foram localizados nas proximidades do Clube Balneário Diacuí, às margens do Rio Paranapanema, onde estariam escondidos.
Durante a abordagem, os três foram conduzidos à Delegacia de Investigações Gerais (DIG) de Ourinhos. A mãe dos dois jovens também entregou aos policiais uma faca sem cabo, possivelmente relacionada ao crime, que foi apreendida e incorporada às provas.
Segundo informações apuradas durante a abordagem, o adolescente de 17 anos teria assumido a autoria dos golpes de faca que atingiram a vítima. As circunstâncias e a participação individual de cada suspeito, no entanto, ainda estão sendo detalhadas pela Polícia Civil.
Prisões em flagrante e continuidade das investigações
Diante dos elementos reunidos, a autoridade policial determinou a lavratura do Auto de Prisão em Flagrante contra Tiago Pereira da Silva e Diovani Henrique Leonel dos Santos, por homicídio qualificado, previsto no artigo 121, §2º, incisos I e IV, do Código Penal, que trata de crime cometido por motivo torpe e mediante recurso que dificultou a defesa da vítima.
O adolescente foi apreendido por ato infracional análogo ao mesmo crime, conforme previsto no Estatuto da Criança e do Adolescente.
Todos os envolvidos estavam acompanhados por advogado durante os procedimentos na delegacia, e o adolescente também contou com a presença da mãe.
Os dois adultos permanecem custodiados em uma das celas da Central de Polícia Judiciária de Ourinhos, onde aguardam audiência de custódia. Já o adolescente foi mantido provisoriamente em cela separada, conforme determina a legislação.
A Polícia Civil segue com as investigações para esclarecer completamente a dinâmica do crime, incluindo a motivação, a participação de cada envolvido e a análise dos materiais apreendidos, que serão submetidos a exames periciais e necroscópicos.
Resumo do Caso
- Vítima: Júnio Aparecido de Oliveira, 42 anos.
- Suspeitos: Tiago Pereira da Silva (40), Diovani Henrique Leonel dos Santos (20) e um adolescente (17).
- Motivação: Um desentendimento em um bar que escalou para agressão física.
- Causa da Morte: Ferimentos por arma branca (faca) no tórax e costas.
Cronologia e Localização
- O Conflito: Iniciou-se na Vila Musa (Rua Constituição), onde a vítima foi esfaqueada.
- O Trajeto: Mesmo ferido, Júnio caminhou por vários metros, deixando um rastro de sangue até a Vila São Francisco.
- O Desfecho: O corpo foi encontrado por volta das 4h da madrugada na Rua São José.
- A Captura: Os suspeitos foram localizados à tarde, escondidos às margens do Rio Paranapanema, após a própria mãe de dois dos envolvidos informar o paradeiro à polícia.
Evidências Coletadas
A perícia técnica e a PM localizaram diversos objetos que ligam os suspeitos ao crime:
A perícia técnica e a PM localizaram diversos objetos que ligam os suspeitos ao crime:
- Armas: Um machado (com sangue), um facão, uma faca e um cabo de faca quebrado.
- Vestígios: Uma bainha de faca encontrada na calçada da residência de um dos suspeitos e manchas de sangue em uma cerâmica no trajeto de fuga.
- Reconhecimento: A companheira da vítima reconheceu as armas apreendidas como as utilizadas no ataque.
Situação Jurídica
- Adultos: Tiago e Diovani foram presos em flagrante por homicídio qualificado (motivo torpe e recurso que dificultou a defesa da vítima).
- Adolescente: Apreendido por ato infracional análogo ao homicídio. Ele teria assumido a autoria dos golpes.
- Próximos Passos: Realização de audiência de custódia para os adultos e análise laboratorial (DNA e perícia necroscópica) dos materiais apreendidos.
Trata-se de um caso onde a colaboração familiar e a preservação do rastro de sangue foram fundamentais para a elucidação imediata.




