O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) decidiu, por unanimidade, rejeitar duas ações movidas contra a campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva nas eleições de 2022. As acusações envolviam abuso de poder econômico e uso indevido dos meios de comunicação. As ações foram apresentadas pela coligação do ex-presidente Jair Bolsonaro.
A primeira ação questionava o patrocínio de resultados em buscas no Google pela campanha de Lula, que apresentava mensagens positivas em relação a termos negativos, como "Lula condenação". A Procuradoria-Geral Eleitoral (PGE) defendeu que o TSE já havia reconhecido a legalidade desse impulsionamento e não viu abuso.
No segundo processo, a acusação alegava que Lula se promoveu indevidamente em uma entrevista coletiva realizada no dia do primeiro turno, caracterizando "boca de urna". A PGE argumentou que a proibição de propaganda eleitoral no dia da eleição não abrange a concessão de entrevistas e que não havia evidência de que os meios de comunicação transformaram a breve resposta de Lula em publicidade.
Duas outras ações de investigação judicial eleitoral (AIJEs) contra a campanha de Lula ainda aguardam julgamento no TSE, e estão relacionadas a supostos abusos durante um ato de campanha e a atuação do deputado federal André Janones. O tribunal ainda não definiu uma data para essas análises.
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