O vereador de Ourinhos, Guilherme Gonçalves (PODE) usou suas redes sociais para desmentir o prefeito, Lucas Pocay (PSD), que publicou, na tarde desta terça-feira, 21, uma nota de esclarecimento sobre a paralisação da coleta de lixo. Na nota Lucas diz erradamente, que a média salarial dos servidores da coleta é de R$3.100,00 e afirma que a paralisação dos coletores de Ourinhos tem intuito político, já que os servidores serão mantidos em seus empregos, somente passarão a ser funcionários da Prefeitura.
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Guilherme, que já atuou na coleta de lixo e é funcionário da SAE (Superintendência de Água e Esgoto de Ourinhos) destaca que, na verdade, Lucas usou como base o holerite de um servidor de mais de 20 anos de carreira, que recebe adicional de tempo de serviço e tem horas extras computadas. Tirando todos esses benefícios, que um funcionário, com menos tempo de serviço não tem, o salário líquido gira em torno dos R$1.500,00. O vereador ainda destacou que Lucas quer terceirizar a coleta de lixo e os coletores poderão perder adicionais de insalubridade e outros benefícios, que hoje compõem os seus salários.
Guilherme ainda questionou o silêncio de Lucas, após conseguir um aumento salarial de mais de 30%, tanto ele como o seu vice, os seus 18 secretários e mais 18 adjuntos. O prefeito receberá um salário invejável de quase R$22 mil por mês, maior do que do prefeito do Rio de Janeiro. Se juntar o salário de todos estes beneficiados, o valor mensal se aproxima dos R$500 mil. Sendo que se cada coletor recebesse na média, R$3.100,00, o que não é verdade, o valor gasto com eles, não ultrapassaria os R$170.500,00.
Confira o que disse Guilherme:
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Outro personagem que resolveu se manifestar, foi superintendente da SAE, Inácio J.B. Filho, que disse que pediu para a Prefeitura de Ourinhos retomar a coleta de lixo, pois estaria causando prejuízos à autarquia, de R$400 mil por mês. Porém, Inácio não informou, quanto que a SAE arrecada com a taxa de coleta de lixo e quanto é gasto com o serviço. Inácio ainda contradiz o prefeito, dizendo que os coletores tiveram quase 50% de aumento e não crava o percentual, como Lucas. (confira o vídeo abaixo)
Não há perspectiva para a coleta ser normalizada e muitos bairros continuam sem o serviço. Os trabalhadores reivindicam que a prefeitura revogue o projeto de lei aprovado na sessão da Câmara desta segunda-feira (20) sobre o fim do serviço de coleta feito autarquia.
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