No último domingo, 10, um trágico episódio chocou moradores de Pompeia, no interior de São Paulo (cerca de 110 km de Ourinhos), quando um homem foi flagrado espancando até a morte um cachorro da raça pitbull. O crime foi registrado por uma câmera de segurança, revelando cenas de extrema violência. Veja o vídeo abaixo.
No vídeo, o pitbull se aproxima de uma mulher e uma criança, que correm em direção a uma caminhonete estacionada na rua Jamaica, no bairro Jardim América. A criança consegue subir na carroceria do veículo, enquanto a mulher tenta fazer o mesmo. O cachorro permanece no chão ao lado de outro cão. É nesse momento que o agressor surge, empunhando um banco de madeira, e desfere golpes brutais no animal, que agoniza no chão. O objeto utilizado nas agressões chega a quebrar, mas o agressor persiste nas crueldades.
Posteriormente, o homem é contido por outro indivíduo e deixa o local acompanhado por ele, enquanto o pitbull permanece no chão e, após alguns instantes, morre.
O tutor do animal, informado da tragédia por sua esposa, alegou que o cachorro havia escapado da residência da família. Em depoimento à polícia, o agressor justificou o ato alegando que o pitbull teria atacado o seu próprio cachorro. Contudo, o boletim de ocorrência contradiz essa versão, uma vez que não há evidências de animais feridos. O suspeito ainda afirmou que o cachorro havia atacado uma criança, embora não tenha apresentado a suposta vítima ferida.
O caso foi registrado como crime de ato de abuso a animais, ameaça e omissão de cautela na guarda/condução de animais. Até o momento, ninguém foi preso. A Polícia Civil instaurou um inquérito para apurar o crime de maus-tratos, incluindo depoimentos de testemunhas, do proprietário do animal e do agressor, além da análise de imagens de segurança próximas ao local.
É importante ressaltar que maus-tratos, abuso e violência contra animais são crimes previstos por lei. A legislação estabelece penas de dois a cinco anos de prisão, multa e perda da guarda do animal para quem praticar tais atos. Em casos de morte, a pena pode ser aumentada de 1/6 a 1/3. O incidente em Pompeia reacende a discussão sobre a importância da conscientização e punição rigorosa para crimes dessa natureza.





