Uma grande quantidade de aguapés surgiu no Lago Maria Aparecida Pedrotti, mais conhecido como Lago do “Royal Park”, às margens da Avenida Luiz Saldanha Rodrigues, em Ourinhos e pode estar revelando um problema sério: o excesso de poluição na água. A grande quantidade da planta aquática impede que a luz do sol chegue até o fundo do lago onde ficam as algas, responsáveis pela oxigenação da água que dá vida aos peixes. O Passando a Régua esteve no local nesta quarta-feira, 18, e registrou a invasão da vegetação no lago.

No lago é possível ver o descarte de garrafas pet e outros materiais poluidores (Foto: Laperuta)
O aguapé se multiplicou nos últimos meses e já se confunde com o mato. Em síntese, essa população de plantas, que parece inofensiva, pode prejudicar o ecossistema e indica desequilíbrio.
De acordo com biólogos, o grande número de plantas pode estar diretamente ligado a poluição.

Tubulação pode estar levando poluição ao lago (Foto: Laperuta)
A planta aquática é comum em rios e lagos e algumas variedades possuem flores. Em pequeno volume são até bem-vindas, pois funcionam como uma espécie de filtro natural que ajuda na limpeza de pequenos poluentes que circulam na água.

Moradores da região estão preocupados e o poder público deve se manifestar sobre a questão. Até o fechamento desta matéria o Passando a Régua não obteve um retorno da Prefeitura de Ourinhos sobre quais providências poderão ser tomadas no local.
A solução pode ser a mesma que a SAE (Superintendência de Água e Esgoto de Ourinhos) está sendo tomada nas lagoas de decantação. Saiba mais na nota da Prefeitura abaixo:
COMBATE A PERNILONGOS

SAE usa guindastes para limpar lagoas de estabilização de esgoto
A limpeza das lagoas de estabilização de esgoto do município são ações periódicas executadas pela SAE durante o ano todo. O trabalho consiste na retirada da planta aquática conhecida como aguapés e acontece mensalmente.
O período de setembro a dezembro é o mais trabalhoso na tarefa de retirada dos aguapés, nesses meses devido a condições climáticas, a planta aquática chega a infestar as lagoas dificultando a aplicação bioinseticidas usados contra a proliferação de mosquitos.
Para agilizar a remoção da planta a SAE está utilizando uma DragLine (guindaste) de esteira, o que torna a limpeza mais rápida e eficiente. O maquinário disponibilizado a SAE pelo DAEE - Departamento de Água e Energia Elétrica de Piraju está retirando os aguapés da lagoa do Rio Pardo e posteriormente da lagoa próxima ao Rio Paranapanema.
Todo mês são aplicados nas duas lagoas, mil litros de bioinseticida (organismos vivos que comem as larvas dos pernilongos), mas, o produto só deve ser aplicado quando não houver aguapés, pois a planta dificulta a ação do produto. O bioinseticida após a sua fabricação tem que ser aplicado em 48 horas, se não for observado esse prazo o produto perde seu poder de ação na eliminação das larvas do pernilongo. A retirada dos "tapetes de aguapés" que cobrem a lagoa permite também que os raios do sol não fiquem impedidos de entrar na lâmina d’água favorecendo o processo biológico onde a matéria orgânica é estabilizada.
Informações Prefeitura de Ourinhos





