Ainda repercute muito a 'Operação Nadar' da Polícia Federal, em Guarujá (SP), que apura um esquema de desvio de dinheiro na rede pública de saúde e envolve a Organização Social, que administrava a UPA de Ourinhos, até o começo deste ano, a Pró-Vida.
A Prefeitura de Guarujá está interinamente sob o comando da vice-prefeita, Adriana Machado (PSD) e o prefeito Válter Suman (PSDB) e o ex-secretário municipal de Educação, Marcelo Nicolau, permanecem presos. A audiência aconteceu nesta quinta-feira (16), no Fórum Federal Prof. José Frederico Marques, em Santos, no litoral de São Paulo.
Agora surge nas redes sociais áudios e conversas atribuídas ao prefeito, o secretário e o empresário e ex-representante da Pró-Vida, Almir Matias, que chegou a apresentar denúncias na Câmara de Guarujá, com relatos de possíveis irregularidades.
De acordo com a denúncia, as contratações para as unidades administradas pela UPA eram por indicação do prefeito Suman. Tinham inclusive funcionários fantasmas e uma delas seria a nora do prefeito. Mas a Câmara arquivou o processo.
Ainda de acordo com informações da imprensa de Guarujá foram encontrados cerca de R$3 milhões em imóveis do secretário Nicolau e do prefeito. A investigação apura o desvio na saúde de Guarujá, que pode chegar a R$109 milhões. A filiada da TV Band no litoral informou, que cerca de R$5 milhões teriam sido encontrados em uma fazenda no interior de São Paulo, pertencente ao prefeito Válter Suman.
O que diz a Prefeitura de Guarujá
A Prefeitura de Guarujá, por meio de nota, afirma que conheceu o teor das investigações apenas a partir de informações veiculadas pela imprensa, tomando conhecimento de que se trata de denúncia acerca da gestão dos contratos que o município manteve com a Organização Social (OS) Pró Vida, que, até março deste ano, geria 15 Unidades de Saúde da Família e a UPA Dr. Matheus Santamaria (UPA Rodoviária).
A prefeitura alega também que os contratos em questão sofreram intervenção municipal decretada pelo prefeito Válter Suman, baseada em suspeitas de irregularidades e má gestão por parte da OS, que iam desde o não pagamento de salários, verbas rescisórias e fornecedores até falhas nas prestações de contas e perigo de desassistência ao público.
Ainda de acordo com o município, como não havia atendimento às notificações emitidas constantemente pela Secretaria Municipal de Saúde, o prefeito decidiu pela intervenção, processo que culminou com a desqualificação da OS, decretada em julho, seguida por uma ação civil pública oferecida pelo município ao Judiciário, na qual é requerida, inclusive, ressarcimento de valores pela OS aos cofres públicos.
Repercussão em Ourinhos
Apesar do clima tenso no ar e o ato, no mínimo, precipitado, do prefeito Lucas Pocay (PSD), de registrar um boletim de ocorrência contra o site Passando a Régua, todo escândalo no litoral ainda não chegou em Ourinhos.
O prefeito Lucas Pocay ficou incomodado com a matéria publicada, na noite da última quarta-feira, 15, que somente destacou o fato da OS Pró-Vida ter atuado todos esses anos em Ourinhos e ter deixado a cidade no começo de 2021, justamente quando começou as investigações por parte da Polícia Federal no Guarujá. Além disso, o site lembrou que juntamente com o fim dos trabalhos da Pró-Vida em Ourinhos, tivemos a troca de secretário de Saúde e também no meio do ano passado a abertura de inquérito civil contra a OS, que ainda está em andamento e tem diligências marcadas para a próxima semana, de acordo com dados divulgados pelo Ministério Público.
Nesta sexta-feira, 17, pouco se comentou sobre o assunto. Vamos aguardar os próximos dias. E continuamos a perguntar: Será que a Polícia Federal também estará em Ourinhos?
Confira abaixo o vídeo feito ontem (16) em frente à Delegacia Seccional de Ourinhos:





