Após ser solto, Justiça de São Paulo determina prisão preventiva de caminhoneiro flagrado com 832 Kg de cocaína em Ipaussu

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O Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) deferiu, nesta sexta-feira, 18, uma liminar solicitada pelo Ministério Público (MP) que reverte a decisão de liberdade provisória concedida a Victor G. A., caminhoneiro flagrado transportando 832 quilos de cocaína na Rodovia Raposo Tavares (SP-270), em Ipaussu (SP), no último dia 16. A decisão acata o pedido de prisão preventiva do suspeito, argumentando a gravidade do crime e o risco à ordem pública.

Victor f
oi detido após policiais rodoviários, munidos de informações da Força Integrada de Combate ao Crime Organizado (FICCO), abordarem seu caminhão, identificado pelas placas "DPF6B66". O motorista tentou fugir, mas foi detido e confessou estar transportando a carga de cocaína para a cidade de Diadema, em São Paulo. Em depoimento, ele admitiu ter sido contratado por um homem em Londrina, Paraná, pelo valor de R$ 15 mil para realizar o transporte da droga.

Apesar da flagrante materialidade do crime, a juíza de primeira instância havia concedido liberdade provisória ao caminhoneiro. No entanto, o Ministério Público recorreu, argumentando a urgência e gravidade do caso, além de apresentar provas suficientes do envolvimento de Victor com o tráfico interestadual de drogas e, possivelmente, com organizações criminosas. Segundo o MP, a decisão da juíza poderia causar danos irreversíveis à coletividade.

O TJ-SP acatou os argumentos do MP, ressaltando que a quantidade expressiva de cocaína transportada — 832 quilos — demonstra um alto potencial lesivo à sociedade, além de levantar fortes indícios de que o réu possui vínculos com o crime organizado. A liminar destaca que, mesmo sendo réu primário, o envolvimento com uma operação de tráfico de tamanha envergadura exige uma resposta firme da Justiça para proteger a ordem pública.

A corte frisou a necessidade de uma prisão preventiva, argumentando que a liberdade do suspeito representa risco de evasão e obstrução da Justiça. Além disso, o crime de tráfico de drogas é equiparado a hediondo pela Constituição Federal e envolve questões de segurança pública e saúde social, devido ao impacto destrutivo da cocaína na vida de indivíduos e famílias.

Com a decisão, Victor terá sua liberdade revogada e permanecerá preso até o julgamento do mérito do recurso. A prisão preventiva foi decretada em caráter emergencial, e o mandado já foi expedido pela Justiça.


Foi preso em Londrina (PR)

Ontem (18) mesmo, por volta das 22h25, foi realizado contato com Policiais Militares do Paraná, por agentes da Polícia Militar do Estado de São Paulo e Polícia Federal solicitando apoio para efetuar a prisão de Victor. Às 23h06, ele foi localizado na Rua Jose Antônio Gorla, no Jardim Continental em Londrina, sendo solicitada a realização de abordagem por equipe de motos da ROTAM. Após abordado, foi cientificado da ordem judicial existente e encaminhado para fiel cumprimento.