Confusão durante sessão da Câmara de Ourinhos termina em boletim de ocorrência e acusações de agressão

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Uma confusão registrada durante a sessão da Câmara Municipal de Ourinhos, na noite desta segunda-feira (18), terminou em caso de polícia e mobilizou a Guarda Civil Municipal (GCM). O tumulto ocorreu durante a discussão envolvendo um pedido de impeachment contra o prefeito Guilherme Gonçalves e levou à retirada do público do plenário.

Segundo boletim de ocorrência registrado na Central de Polícia Judiciária (CPJ) de Ourinhos, a diretora administrativa Andréia Santina Capatto, de 50 anos, afirmou ter sido agredida por Marcos Alberto Rodrigues, de 42 anos, apontado como irmão da ex-secretária de Assistência Social de Ourinhos, Viviane Barros.

De acordo com o relato da vítima, ela participava da sessão juntamente com um grupo de apoiadores do prefeito, portando cartazes favoráveis ao chefe do Executivo. Outro grupo, contrário à administração municipal, também acompanhava a sessão.

Andréia afirmou que, durante os debates e votações, manifestantes da oposição teriam feito xingamentos contra o grupo governista. Ela também alegou que o presidente da Câmara, Cícero Investigador, teria adotado postura mais rígida contra os apoiadores do prefeito, determinando silêncio e ameaçando retirar os manifestantes do local, enquanto o grupo opositor teria recebido tratamento mais brando.

Ainda conforme o boletim, após uma discussão verbal, Andréia decidiu deixar o plenário acompanhada por outras pessoas e por agentes da GCM. Nesse momento, segundo a versão apresentada por ela, Viviane Barros teria passado a encará-la e dito palavras que não conseguiu compreender em razão do tumulto.

A diretora administrativa relatou ainda que, ao responder à situação, Marcos Alberto Rodrigues teria avançado contra ela, segurando e torcendo seu braço com força, quase a derrubando no chão. Andréia afirmou que sentiu dores no braço e manifestou interesse em representar criminalmente contra o autor. Foi expedida requisição para exame no Instituto Médico Legal (IML).

Após a repercussão do caso, Andréia Capatto divulgou um vídeo nas redes sociais pedindo desculpas pela confusão. Na nota, afirmou que o grupo tinha intenção de realizar uma manifestação pacífica e democrática, mas que acabou se exaltando diante do que considerou situações injustas durante a sessão.


Por outro lado, Viviane Barros também se pronunciou publicamente por meio de nota divulgada em suas redes sociais. Ela afirmou que compareceu à Câmara exercendo seu direito de cidadã para acompanhar as discussões relacionadas ao Executivo Municipal e alegou ter sido alvo de ataques verbais e hostis.

Segundo Viviane, a situação evoluiu para uma tentativa de agressão física contra ela, momento em que seu irmão teria agido apenas de forma defensiva para impedir que a situação se agravasse. A ex-secretária também afirmou que seu departamento jurídico já foi acionado e que medidas judiciais serão tomadas para apurar os fatos e responsabilizar eventuais autores de ofensas, calúnias e divulgação de informações falsas.



Apesar da confusão e da retirada do público do plenário, a sessão da Câmara Municipal prosseguiu normalmente após o tumulto.