Confusão no Pronto Socorro de Cambará após menina ser picada por escorpião mobiliza PM e GCM; família alegou demora no atendimento

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Uma confusão envolvendo familiares de uma menina de 12 anos, picada por um escorpião, foi registrada na manhã desta terça-feira, 29, na porta do Pronto Socorro Municipal de Cambará, no norte do Paraná. O tumulto aconteceu após os parentes exigirem rapidez no atendimento da paciente, temendo complicações, especialmente após a recente morte de uma criança de 3 anos na cidade, também vítima de picada de escorpião.

Segundo informações apuradas pelo site Passando a Régua, os familiares se exaltaram ainda no momento da admissão da adolescente no pronto socorro. O caso gerou tensão e terminou com intervenção da Guarda Civil Municipal (GCM) e da Polícia Militar (PM).

De acordo com a Prefeitura de Cambará, a paciente foi prontamente atendida com prioridade pela equipe médica, mesmo sem apresentar quadro grave. O caso foi orientado pelo CIATox (Centro de Informação e Assistência Toxicológica do Paraná, sediado em Londrina), que não recomendou o uso de soro antiescorpiônico, pois a jovem, com porte físico adequado, não apresentava sinais de agravamento, como náuseas, febre ou dor intensa.

Transferência e tumulto
Apesar da estabilidade da adolescente, os familiares insistiram na transferência, e o Samu foi acionado, realizando o transporte da menor à Santa Casa de Jacarezinho em cerca de 10 minutos. Antes da remoção, no entanto, a situação saiu do controle: de acordo com a Secretaria Municipal de Saúde, familiares ameaçaram a equipe médica e de enfermagem, gerando um cenário de insegurança.

A Polícia Militar e a Guarda Municipal foram chamadas e, conforme relato oficial, um dos envolvidos tentou desarmar um policial, o que forçou os agentes a utilizarem spray de pimenta para conter os ânimos. Os envolvidos foram conduzidos à delegacia para o registro da ocorrência.

O secretário de Saúde de Cambará, Ronaldo A. Guardiano, afirmou que o médico plantonista também deverá registrar um Boletim de Ocorrência (B.O.) pelas ameaças sofridas, e a Polícia Militar solicitou as imagens das câmeras de segurança do local para apurar os fatos com mais precisão.

A adolescente foi avaliada pela equipe médica em Jacarezinho, permaneceu em observação e recebeu alta médica. Segundo a enfermeira Mainara, do pronto socorro de Jacarezinho, ela está bem, estável e sem necessidade de medicação específica contra o veneno do escorpião.

O caso reacende o alerta sobre a presença de animais peçonhentos na região e a importância do encaminhamento correto às unidades de saúde, bem como do respeito aos profissionais durante o atendimento.