Delegado da DIG detalha assassinato de homem acusado de estuprar a própria e filha em Ourinhos; José Rodrigues Junior morreu afogado no lago do Royal Park

Dois acusados foram presos em condomínio em Ourinhos.
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O delegado da DIG (Delegacia de Investigações de Ourinhos), Dr. João Beffa, concedeu na manhã desta sexta-feira, 12, uma entrevista à imprensa e passou alguns detalhes sobre a investigação do homicídio de José Rodrigues Junior de 35 anos, ocorrido, na madrugada do dia 28 de outubro. O corpo do homem, que era acusado de estupro, pela própria filha de 13 anos e outras duas adolescentes, foi encontrado durante a noite daquele do mesmo dia no Lago Maria Aparecida Pedrotti” (Lago do Royal Park), na Avenida Luiz Saldanha Rodrigues, na Nova Ourinhos. (confira a fala do delegado no vídeo mais abaixo)

A DIG de Ourinhos, prendeu os jovens Dyogenes F. A. C. de 22 anos, Murilo P. P. de 24 anos, no Condomínio Moradas no Itamaraty, no último dia 5 de novembro. Eles confessaram que agrediram a vítima, que, ferida, se afogou no lago. O crime pode ter tido a participação de mais pessoas, o que ainda é apurado pela DIG. Ambos foram encaminhados à cadeia pública de São Pedro do Turvo e ficarão presos temporariamente, por, pelo menos, 30 dias, acusados de homicídio.

De acordo com o delegado, José Rodrigues Junior morreu afagado, depois de ter sido esfaqueado. Os agressores chegaram a decepar as duas orelhas da vítima, que ainda ficou com um corte grande em um dos braços, típico de lesão de defesa.

Através de imagens de câmeras de monitoramento da Avenida Luiz Saldanha Rodrigues, os policiais observaram que José foi morto logo após deixar a CPJ (Central de Polícia Judiciária de Ourinhos), naquela madrugada do dia 27 para o dia 28 de outubro. Era por volta da 1h40 da madrugada, quando ele a pé e sozinho foi abordado pelos jovens, que o agrediram e caiu no lago, que fica a poucos metros da CPJ. Quando o corpo da vítima foi retirado do lago, já durante a noite, chegou a ventilar a possibilidade de ele ter sido morto, com tiro na cabeça, o que foi rechaçado pelo exame necroscópico, que apontou o afogamento com a causa.

“Nós já temos elementos para decretar as prisões de Dyogenes e do Murilo e isso foi feito e agora nós continuamos as investigações para saber se mais pessoas participaram do crime”, destacou o delegado.

O delegado destacou ainda que a vítima havia cumprido pena por homicídio e há fortes indícios que podem comprovar que ele cometeu o crime de estupro e pornografia infantil. (confira a fala do delegado no vídeo mais abaixo)