Em operação realizada nesta terça-feira, 21, a Polícia Civil, por meio da Delegacia de Investigações Gerais (DIG) de Ourinhos (SP), deu um passo decisivo nas investigações sobre o desaparecimento de Gabriély Mikaély Gomes Oliveira, de 21 anos, vista pela última vez em junho deste ano. A ação resultou na prisão de um jovem de 21 anos em cumprimento a mandado de prisão temporária e na apreensão de itens de interesse investigativo.
Ao todo, o caso contabiliza a prisão de dois suspeitos — um deles autuado anteriormente em flagrante por tráfico de drogas — e a busca por um terceiro indivíduo, que se encontra foragido.
A Ação Policial e os Mandados Cumpridos
A ofensiva deu cumprimento a ordens judiciais de busca e apreensão domiciliar, apreensão de celulares e quebra de sigilo de dados eletrônicos expedidas pela 1ª Vara Criminal de Ourinhos. As diligências simultâneas mobilizaram equipes da DIG com o apoio da Delegacia Seccional de Ourinhos em diferentes endereços:
Ao todo, o caso contabiliza a prisão de dois suspeitos — um deles autuado anteriormente em flagrante por tráfico de drogas — e a busca por um terceiro indivíduo, que se encontra foragido.
A Ação Policial e os Mandados Cumpridos
A ofensiva deu cumprimento a ordens judiciais de busca e apreensão domiciliar, apreensão de celulares e quebra de sigilo de dados eletrônicos expedidas pela 1ª Vara Criminal de Ourinhos. As diligências simultâneas mobilizaram equipes da DIG com o apoio da Delegacia Seccional de Ourinhos em diferentes endereços:
- Rua Maria Petrolina de Almeida (Recanto dos Pássaros III - Ourinhos): Imóvel vinculado ao suspeito que está foragido. Encontrava-se vazio e nada de ilícito foi localizado.
- Rua José Ventura de Oliveira (Centro - Chavantes): Outro endereço apontado como possível residência do foragido. O investigado não foi localizado e vizinhos confirmaram que ele já havia deixado o local.
- Rua Antônio Bonifácio (Jardim Anchieta - Ourinhos): Imóvel vinculado a um jovem de 23 anos e um outro jovem de 24 anos. No local, os policiais apreenderam três pedras de crack, uma lâmina tipo "gilete", R$ 75,00 e o celular do jovem de 23 anos. A ocorrência do entorpecente foi encaminhada à DISE (Delegacia de Investigações Sobre Entorpecentes), onde o jovem de 23 anos foi autuado em flagrante.
- Rua Alcides Chierentin (Jardim Anchieta - Ourinhos): Residência da irmã do jovem de 21 anos, um dos suspeitos, onde foi apreendido um celular Motorola. Diante da suspeita de vestígios do crime, a Polícia Científica realizou perícia e coleta de material biológico no local.
Prisão de Suspeito
Durante as diligências, após denúncia anônima, a equipe comandada pelo delegado titular Dr. João Beffa localizou o jovem de 21 anos em um imóvel na Rua Construtor Avando dos Santos, no Conjunto Orlando Quagliato. Contra ele havia um mandado de prisão temporária em aberto. No local, foram apreendidos dois celulares, porções de maconha e um par de botas com sujidades de barro/terra. O jovem foi conduzido à Central de Polícia Judiciária, onde aguarda audiência de custódia.
O jovem de 23 anos e a irmã do jovem de 21 anos foram ouvidos formalmente e liberados na sequência.
Entrevista Exclusiva: Dr. João Beffa detalha a investigação
Em entrevista concedida ao Passando a Régua, o delegado da DIG, Dr. João Beffa, explicou a complexidade do caso e atualizou o andamento das apurações.
A Origem do Caso e o Mapeamento da Violência
Segundo o delegado, Gabriély vivia em situação de extrema vulnerabilidade social e dependência química. A jovem teria sido levada até as margens do Rio Pardo após ser acusada por traficantes locais de subtrair dinheiro e entorpecentes ("ratear", no jargão do tráfico).
Durante as diligências, após denúncia anônima, a equipe comandada pelo delegado titular Dr. João Beffa localizou o jovem de 21 anos em um imóvel na Rua Construtor Avando dos Santos, no Conjunto Orlando Quagliato. Contra ele havia um mandado de prisão temporária em aberto. No local, foram apreendidos dois celulares, porções de maconha e um par de botas com sujidades de barro/terra. O jovem foi conduzido à Central de Polícia Judiciária, onde aguarda audiência de custódia.
O jovem de 23 anos e a irmã do jovem de 21 anos foram ouvidos formalmente e liberados na sequência.
Entrevista Exclusiva: Dr. João Beffa detalha a investigação
Em entrevista concedida ao Passando a Régua, o delegado da DIG, Dr. João Beffa, explicou a complexidade do caso e atualizou o andamento das apurações.
A Origem do Caso e o Mapeamento da Violência
Segundo o delegado, Gabriély vivia em situação de extrema vulnerabilidade social e dependência química. A jovem teria sido levada até as margens do Rio Pardo após ser acusada por traficantes locais de subtrair dinheiro e entorpecentes ("ratear", no jargão do tráfico).
"Logo no começo da investigação chegou a informação de que ela tinha furtado dinheiro e entorpecente de traficantes da região e que esses indivíduos teriam arrebatado a jovem, levado até as margens do Rio Pardo, a espancado e jogado no rio", revelou Dr. João Beffa.
O Corpo Encontrado em Salto Grande e a Identificação
No dia 9 de julho, um corpo em avançado estado de decomposição foi localizado no Rio Paranapanema, em Salto Grande. A perícia confirmou tratar-se de uma vítima do sexo feminino com porte físico compatível com o de Gabriély. No entanto, a confirmação oficial depende de laudos periciais específicos:
No dia 9 de julho, um corpo em avançado estado de decomposição foi localizado no Rio Paranapanema, em Salto Grande. A perícia confirmou tratar-se de uma vítima do sexo feminino com porte físico compatível com o de Gabriély. No entanto, a confirmação oficial depende de laudos periciais específicos:
- Arcada Dentária: Descartada devido à ausência de prontuário odontológico prévio da vítima.
- Impressão Digital (Luva Cadavérica): O material foi colhido e encaminhado com urgência a São Paulo para reconstituição laboratorial e confronto com o banco de dados do RGD. O resultado deve sair em cerca de uma semana.
- Exame de DNA: Amostras genéticas de familiares (filha e irmão) e do corpo já foram colhidas e preservadas. Caso o exame datiloscópico seja inconclusivo, o confronto genético será realizado.
Motivadores, Prisões e Próximos Passos
Conforme Dr. Beffa, os suspeitos teriam agido para dar um "corretivo" na jovem devido a dívidas e pequenos furtos de drogas. Há indicativos de que parentes da própria jovem, por vias não sanguíneas, possam estar envolvidos na trama.
"A investigação está muito adiantada. Já apreendemos veículos que teriam sido usados no transporte, telefones que passarão por extração de dados e temos ordens judiciais cumpridas. Caso o laudo confirme a identidade da vítima, caminharemos para o indiciamento por homicídio qualificado e ocultação de cadáver", explicou o delegado.
O delegado fez questão de ressaltar que a Polícia Civil trabalha de forma isenta e dedicada em todas as ocorrências:
"Para nós, não faz diferença quem é a vítima. Trabalhamos todos os casos com o mesmo empenho e dedicação. É uma investigação difícil porque não tínhamos sequer o local do crime de início, mas a Polícia Civil não parou um só minuto desde a chegada do boletim de ocorrência."
Histórico do Desaparecimento
Gabriély Mikaély Gomes Oliveira está desaparecida desde o início de junho. O boletim de ocorrência foi registrado por sua mãe, Rosana, no dia 14 de junho.
Informações de depoimentos indicam que Gabriély esteve hospedada por alguns dias na casa de um morador em Canitar. Na manhã do dia 9 de junho, esse homem a teria transportado até Ourinhos, deixando-a nas proximidades da antiga Retífica Ferreira/Carrecar, de onde a jovem seguiu a pé rumo à Vila Brasil carregando sacolas. Desde então, a jovem não voltou a dar notícias.
Conforme Dr. Beffa, os suspeitos teriam agido para dar um "corretivo" na jovem devido a dívidas e pequenos furtos de drogas. Há indicativos de que parentes da própria jovem, por vias não sanguíneas, possam estar envolvidos na trama.
"A investigação está muito adiantada. Já apreendemos veículos que teriam sido usados no transporte, telefones que passarão por extração de dados e temos ordens judiciais cumpridas. Caso o laudo confirme a identidade da vítima, caminharemos para o indiciamento por homicídio qualificado e ocultação de cadáver", explicou o delegado.
O delegado fez questão de ressaltar que a Polícia Civil trabalha de forma isenta e dedicada em todas as ocorrências:
"Para nós, não faz diferença quem é a vítima. Trabalhamos todos os casos com o mesmo empenho e dedicação. É uma investigação difícil porque não tínhamos sequer o local do crime de início, mas a Polícia Civil não parou um só minuto desde a chegada do boletim de ocorrência."
Histórico do Desaparecimento
Gabriély Mikaély Gomes Oliveira está desaparecida desde o início de junho. O boletim de ocorrência foi registrado por sua mãe, Rosana, no dia 14 de junho.
Informações de depoimentos indicam que Gabriély esteve hospedada por alguns dias na casa de um morador em Canitar. Na manhã do dia 9 de junho, esse homem a teria transportado até Ourinhos, deixando-a nas proximidades da antiga Retífica Ferreira/Carrecar, de onde a jovem seguiu a pé rumo à Vila Brasil carregando sacolas. Desde então, a jovem não voltou a dar notícias.
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