A nota divulgada pelo presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, em defesa da atuação do ministro Dias Toffoli no inquérito envolvendo o Banco Master, acirrou ainda mais as críticas sobre a condução do caso e o desgaste institucional da Corte. Para críticos, tanto a manifestação de Fachin quanto a postura da Procuradoria-Geral da República (PGR) reforçam a percepção de que há uma blindagem política e institucional em torno de Toffoli, apesar do volume de fatos, indícios e situações que levantam questionamentos sobre possível conflito de interesses.
Toffoli está no centro de uma crise após assumir a relatoria do caso Master, que envolve suspeitas de fraudes financeiras, lavagem de dinheiro e conexões com fundos de investimento ligados a empresas investigadas, algumas delas com histórico de participação societária de familiares do ministro. Desde que passou a conduzir o inquérito, decisões como a decretação de sigilo absoluto, interferências na atuação da Polícia Federal, mudanças sucessivas sobre o destino das provas e a escolha direta de peritos da corporação alimentaram críticas de juristas, parlamentares e integrantes da própria PF.
Apesar disso, Fachin afirmou que Toffoli atua dentro da “regular supervisão judicial” e classificou parte das críticas como tentativas de desmoralização do Supremo, discurso que, para setores da sociedade, ignora o cerne da controvérsia: a necessidade de transparência e afastamento de qualquer sombra de suspeição quando há vínculos pessoais e empresariais direta ou indiretamente conectados aos investigados.
No mesmo sentido, a Procuradoria-Geral da República, comandada por Paulo Gonet, arquivou uma das representações que pediam o afastamento de Toffoli do caso, sob o argumento de que não haveria providências a serem tomadas, já que o processo está sob análise do próprio STF. A decisão foi vista por críticos como mais um movimento de contenção de danos, mesmo diante de viagens em aviões particulares com advogados ligados ao caso, do pagamento de diárias a seguranças do STF em região onde funciona um resort associado a familiares do ministro e da revelação de operações financeiras envolvendo fundos citados em investigações de grande porte.
Enquanto Fachin, a PGR e outros ministros, como Gilmar Mendes, defendem o funcionamento “regular” das instituições, cresce a avaliação de que o discurso institucional tem servido para abafar questionamentos legítimos e proteger a cúpula do Judiciário de um escrutínio mais rigoroso. Para críticos, o problema não é a crítica ao STF, mas a resistência do próprio sistema em enfrentar, com transparência e independência, suspeitas que atingem um de seus integrantes mais influentes.
O episódio amplia o desgaste da imagem do Supremo e reforça a sensação de que, diante de evidências e controvérsias sucessivas, a reação das instituições tem sido menos a de esclarecer os fatos e mais a de fechar fileiras em defesa interna — o que, para parte da opinião pública, se traduz na percepção de que Fachin e a PGR estariam “passando o pano” em um caso que exige respostas claras, técnicas e imparciais.
Toffoli está no centro de uma crise após assumir a relatoria do caso Master, que envolve suspeitas de fraudes financeiras, lavagem de dinheiro e conexões com fundos de investimento ligados a empresas investigadas, algumas delas com histórico de participação societária de familiares do ministro. Desde que passou a conduzir o inquérito, decisões como a decretação de sigilo absoluto, interferências na atuação da Polícia Federal, mudanças sucessivas sobre o destino das provas e a escolha direta de peritos da corporação alimentaram críticas de juristas, parlamentares e integrantes da própria PF.
Apesar disso, Fachin afirmou que Toffoli atua dentro da “regular supervisão judicial” e classificou parte das críticas como tentativas de desmoralização do Supremo, discurso que, para setores da sociedade, ignora o cerne da controvérsia: a necessidade de transparência e afastamento de qualquer sombra de suspeição quando há vínculos pessoais e empresariais direta ou indiretamente conectados aos investigados.
No mesmo sentido, a Procuradoria-Geral da República, comandada por Paulo Gonet, arquivou uma das representações que pediam o afastamento de Toffoli do caso, sob o argumento de que não haveria providências a serem tomadas, já que o processo está sob análise do próprio STF. A decisão foi vista por críticos como mais um movimento de contenção de danos, mesmo diante de viagens em aviões particulares com advogados ligados ao caso, do pagamento de diárias a seguranças do STF em região onde funciona um resort associado a familiares do ministro e da revelação de operações financeiras envolvendo fundos citados em investigações de grande porte.
Enquanto Fachin, a PGR e outros ministros, como Gilmar Mendes, defendem o funcionamento “regular” das instituições, cresce a avaliação de que o discurso institucional tem servido para abafar questionamentos legítimos e proteger a cúpula do Judiciário de um escrutínio mais rigoroso. Para críticos, o problema não é a crítica ao STF, mas a resistência do próprio sistema em enfrentar, com transparência e independência, suspeitas que atingem um de seus integrantes mais influentes.
O episódio amplia o desgaste da imagem do Supremo e reforça a sensação de que, diante de evidências e controvérsias sucessivas, a reação das instituições tem sido menos a de esclarecer os fatos e mais a de fechar fileiras em defesa interna — o que, para parte da opinião pública, se traduz na percepção de que Fachin e a PGR estariam “passando o pano” em um caso que exige respostas claras, técnicas e imparciais.




