Força Tática prende suspeito de participação na morte de professora aposentada em Ourinhos; outros dois envolvidos são procurados

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A Força Tática da Polícia Militar de Ourinhos prendeu, na noite desta quinta-feira (8), um homem suspeito de envolvimento no latrocínio da professora aposentada Adnéia C. P., de 78 anos, encontrada morta horas antes dentro de sua residência, na Rua Olímpio Coelho Tupiná, na Vila Nova Christoni, região da Barra Funda.

A prisão ocorreu no Centro Social Urbano (CSU), após uma série de diligências realizadas pelos policiais militares, que receberam denúncias anônimas e conseguiram recuperar o aparelho celular pertencente à vítima.

Segundo as informações apuradas pelo Passando a Régua, três homens são suspeitos de participação no crime. Um deles foi detido e apresentado na Central de Polícia Judiciária (CPJ) de Ourinhos, onde foi autuado em flagrante. Os outros dois ainda eram procurados até a noite desta quinta-feira.


Acusado levado para depor 


O Passando a Régua acompanhou a ocorrência e conversou, na CPJ, com o tenente De Souza, comandante interino da Força Tática, que explicou como os policiais chegaram ao suspeito poucas horas depois da descoberta do corpo.

Câmeras teriam registrado três homens saindo da casa às 4h40
De acordo com informações repassadas por uma sobrinha da professora, imagens de câmeras de segurança teriam registrado três homens deixando a residência por volta das 4h40 da madrugada desta quinta-feira.

A informação passou a integrar os elementos considerados na apuração do crime.

Ainda segundo os relatos obtidos pela reportagem, os suspeitos teriam levado o aparelho celular de Adnéia, algumas joias, uma mala e até alimentos que estavam na geladeira.

A residência foi encontrada completamente revirada, com armários e gavetas abertos e objetos espalhados pelos cômodos.

A Polícia Civil trabalha com a hipótese de latrocínio, crime caracterizado pelo roubo seguido de morte, e busca esclarecer a participação de cada suspeito, além das circunstâncias que provocaram a morte da professora.

Denúncia anônima levou policiais até uma residência na Rua Brasil
Em entrevista ao Passando a Régua, o tenente De Souza explicou que a Força Tática tomou conhecimento da ocorrência por meio da central de operações da Polícia Militar.

A equipe se deslocou inicialmente até a residência da vítima, mas o imóvel já estava sendo examinado por investigadores da Polícia Civil.

Os policiais militares passaram, então, a buscar informações nas proximidades.

Foi nesse momento que receberam uma denúncia anônima indicando que possíveis envolvidos no crime teriam passado por uma residência na Rua Brasil, nas imediações do local onde Adnéia morava.

A equipe foi até o endereço e conversou com a moradora.

Segundo o tenente, a mulher confirmou que, durante a manhã, alguns homens estiveram no imóvel levando objetos que poderiam ter sido retirados da residência da professora.

Ela também forneceu características físicas e apelidos dos possíveis envolvidos, informações que ajudaram a direcionar as buscas.

“Ela nos relatou que, na parte da manhã, eles teriam aparecido ali com os objetos, os itens que possivelmente teriam sido roubados no local dos fatos”, explicou o tenente.

Conforme a Polícia Militar, a residência indicada seria um dos locais onde os suspeitos teriam dividido os pertences retirados da casa da vítima.

No endereço, os policiais encontraram gêneros alimentícios que poderiam estar relacionados ao crime. A origem desses produtos ainda deverá ser esclarecida pela investigação.

Suspeito tentou fugir ao perceber a aproximação da Força Tática
Com as características fornecidas pela testemunha, os policiais intensificaram o patrulhamento na região.

Durante as buscas, a equipe avistou um homem no Centro Social Urbano (CSU), que correspondia às informações recebidas.

Segundo o tenente De Souza, o suspeito tentou fugir antes mesmo de receber ordem de abordagem.

Os policiais iniciaram um acompanhamento a pé e conseguiram alcançá-lo.

Ainda de acordo com o oficial, o homem resistiu à abordagem, sendo necessário o uso de força para contê-lo.

Após a detenção, os policiais começaram a questioná-lo sobre os acontecimentos.

O tenente relatou que, em um primeiro momento, o suspeito teria admitido sua presença no episódio investigado e informado que havia vendido um aparelho celular.

Posteriormente, porém, o homem mudou sua versão e deixou de fornecer esclarecimentos sobre sua possível participação no crime.

“Ele, no primeiro momento, afirmou estar presente, só que depois relata que não sabe de nada”, explicou o tenente.

A eventual participação do detido no latrocínio ainda será objeto da investigação policial.

Celular da professora foi localizado após informação do suspeito
Uma das principais descobertas da operação foi a recuperação do telefone celular de Adnéia.

Segundo o tenente De Souza, durante a abordagem, o homem informou aos policiais que havia vendido o aparelho e indicou o endereço da pessoa que o teria comprado.

A equipe se deslocou até o imóvel, localizado na mesma região do crime, próximo ao CSU.

No local, uma mulher apresentou aos policiais o telefone adquirido.

Após uma verificação dos dados vinculados ao aparelho, a equipe constatou que ele pertencia à professora aposentada.

“Fomos até esse local e fizemos contato com a proprietária da residência, que nos apresentou um aparelho que teria realmente comprado. Quando consultamos, confirmou ser da vítima do latrocínio”, relatou o tenente.

A recuperação do celular passou a ser considerada um elemento importante para a investigação.

O oficial também esclareceu que, até aquele momento, não havia elementos para afirmar que a compradora soubesse da origem criminosa do telefone.

Homem detido já possui antecedentes por roubo e furto, segundo a PM
Durante a entrevista, o tenente informou que o suspeito preso já era conhecido nos meios policiais.

Segundo ele, o homem, cuja idade exata não foi informada, aparenta ter entre 30 e 35 anos e possui registros anteriores relacionados a crimes de roubo e furto.

O oficial mencionou ocorrências ligadas aos artigos 157, referente a roubo, e 155, referente a furto, do Código Penal.

O histórico policial, entretanto, não comprova por si só o envolvimento do homem no crime investigado nesta quinta-feira.

O suspeito foi conduzido à Central de Polícia Judiciária de Ourinhos, onde a ocorrência foi apresentada ao delegado de plantão.

Conforme as informações repassadas à reportagem, ele foi autuado em flagrante, apesar de negar envolvimento no crime.

Outros dois suspeitos continuam sendo procurados
A Polícia Militar trabalha com a possibilidade de participação de três homens no crime.

Segundo o tenente De Souza, a equipe recebeu apelidos e características dos outros dois possíveis envolvidos, mas eles ainda não haviam sido localizados até a noite de quinta-feira.

O oficial explicou que as diligências continuariam em conjunto com a Polícia Civil, responsável pela investigação.

“Temos apenas os vulgos, que são os apelidos deles, temos características, porém até o momento não foram localizados”, afirmou.

As autoridades deverão aprofundar a apuração para verificar a participação de cada pessoa, identificar todos os envolvidos e esclarecer como ocorreu a entrada na residência.

Polícia conseguiu localizar suspeito em pouco mais de uma hora de buscas
O tenente De Souza destacou a rapidez da atuação policial após o recebimento das informações.

Segundo ele, desde o momento em que a Força Tática tomou conhecimento do crime, as equipes não interromperam as diligências.

O oficial estimou que a sequência de buscas, localização do suspeito e recuperação do celular tenha ocorrido em aproximadamente uma hora a uma hora e meia.

Ele também ressaltou a importância das denúncias anônimas, que permitiram aos policiais chegar ao endereço onde os suspeitos teriam passado após o crime.

Para o comandante interino da Força Tática, a colaboração da população foi fundamental para o avanço das investigações.

Relembre como a professora foi encontrada morta
A professora aposentada Adnéia C. P., de 78 anos, foi encontrada sem vida por volta das 14h desta quinta-feira (8), dentro da residência onde morava sozinha.

O sapateiro Luiz, amigo da vítima e proprietário de um estabelecimento próximo, percebeu que ela não havia aparecido para cumprimentá-lo, como fazia diariamente.
Na noite anterior, os dois haviam conversado normalmente.

Luiz contou ao Passando a Régua que estranhou o silêncio da professora durante a manhã e tentou chamá-la diversas vezes.

Como não obteve resposta, acionou a Polícia Militar.

Os policiais entraram na casa e encontraram Adnéia caída no chão da cozinha, já sem vida.

O imóvel estava revirado, e a vítima apresentava pequenas escoriações e marcas arroxeadas no rosto, conforme os relatos colhidos no local.

A ocorrência mobilizou a Polícia Militar, a Polícia Civil e a perícia técnica.

Causa da morte ainda depende de exame necroscópico
O delegado João Beffa, da Delegacia de Investigações Gerais (DIG) de Ourinhos, explicou anteriormente que os sinais encontrados no imóvel apontavam para uma ação de roubo.

Segundo ele, os armários e as gavetas estavam vasculhados, indicando que os responsáveis procuravam objetos de valor.

Entretanto, naquele primeiro momento, ainda não havia confirmação sobre quais pertences haviam sido retirados da residência.

Com o avanço das diligências, o celular da professora foi recuperado e surgiram novas informações sobre o possível desaparecimento de joias, uma mala e alimentos.

A causa exata da morte de Adnéia ainda deverá ser esclarecida pelo exame necroscópico do Instituto Médico Legal (IML).

O laudo também poderá ajudar a determinar se a professora sofreu agressões e quais circunstâncias levaram ao óbito.

Investigação continua para esclarecer toda a dinâmica do crime
Apesar da prisão de um suspeito e da recuperação de um objeto pertencente à vítima, a investigação ainda precisa esclarecer pontos importantes, como a participação dos demais envolvidos, a dinâmica da invasão e a causa da morte.

A Polícia Civil deverá analisar imagens de câmeras de segurança, ouvir testemunhas e confrontar os relatos com os vestígios encontrados na residência.

A prisão do suspeito representa um avanço nas diligências, mas a responsabilidade criminal de cada investigado dependerá da apuração e dos procedimentos judiciais.

O Passando a Régua continuará acompanhando o caso e trará novas informações sobre a investigação e a procura pelos outros dois suspeitos de envolvimento na morte da professora Adnéia C. P.
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