IML confirma que corpo encontrado em mata de Embu-Guaçu é do PM Fabrício Gomes de Santana

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O corpo encontrado em uma área de mata em Embu-Guaçu, na Grande São Paulo, na manhã deste domingo (11), foi oficialmente confirmado como sendo do policial militar Fabrício Gomes de Santana, de 40 anos, desaparecido desde a última quarta-feira (7). A confirmação foi feita pelo Instituto Médico Legal (IML) por meio de exames de impressões digitais, encerrando dias de buscas e incertezas sobre o paradeiro do agente.

De acordo com o laudo preliminar do IML, o corpo apresentava traumatismo cranioencefálico e sinais de tortura. O policial estava de férias e havia ido visitar o pai e o filho, que moram nas proximidades da Estrada do M’Boi Mirim, na Zona Sul da capital. Fabrício tinha casamento civil marcado para dois dias após o desaparecimento.

As buscas chegaram ao local após uma denúncia anônima, que levou mais de 80 policiais, com apoio de cães farejadores, até a área de mata onde o corpo foi localizado. O cadáver foi encaminhado ao IML de Taboão da Serra, onde passou pelos exames de identificação, e já foi liberado para a família. A retirada pela funerária estava prevista para as 8h30, e o sepultamento deve ocorrer no Cemitério Cerejeiras, no Jardim Ângela.

Segundo as investigações, Fabrício teria sido morto a mando do crime organizado após um desentendimento com um traficante em uma comunidade da Zona Sul. Testemunhas relataram que o PM passou a madrugada em um bar dentro da favela Horizonte Azul e, durante uma discussão, afirmou ser policial. Ainda conforme apuração policial, o traficante envolvido teria comunicado lideranças do tráfico sobre a presença de um PM no local.

O policial deixou o bar, mas os criminosos teriam obrigado o homem que estava com ele a levá-lo de volta à comunidade. Em depoimento, esse homem afirmou que cumpriu a ordem. Investigadores apontam que Fabrício foi informado de que seria morto por ser policial e estar em área dominada pelo tráfico.

Imagens obtidas por emissoras de televisão mostram o carro de Fabrício circulando pela região no dia seguinte ao desaparecimento, seguido por um veículo preto. O automóvel do policial foi encontrado incendiado na quinta-feira, em Itapecerica da Serra. Após a identificação do dono de um dos veículos envolvidos, policiais encontraram galões com cheiro de gasolina no porta-malas. O suspeito confessou que acompanhou outro homem que dirigia o carro do PM até a mata com a intenção de queimá-lo.

Até o momento, três suspeitos por envolvimento direto no caso foram presos temporariamente, entre eles o homem que discutiu com Fabrício na adega, outro flagrado por câmeras seguindo o carro do policial e um conhecido da vítima. Além disso, o caseiro do sítio onde o corpo foi encontrado também foi preso. Em nota oficial, a Secretaria da Segurança Pública (SSP) informou que quatro suspeitos estão presos temporariamente, incluindo o proprietário do sítio.

Em comunicado, a SSP lamentou a morte do policial e afirmou que as investigações continuam para identificar e responsabilizar todos os envolvidos no crime. O velório e o enterro de Fabrício Santana estão previstos para esta segunda-feira (12), no Cemitério Cerejeiras.